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OUTRAS HISTÓRIAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

       Neste texto exibirei uma série de relatos, documentos e curiosidades ocorridas com as personalidades da época e com pessoas comuns, estarei incluindo neste texto algumas coisas que as pessoas não vêem na escola e universidade, e nem nos livros de história. Procurarei mostrar também aqueles fatos que, por menores que tivessem sido, poderiam ter mudado o rumo da guerra. Se alguém souber de mais fatos e curiosidades e quiser relatar, fique a vontade para deixar nos comentários.
       A História é extremamente sensível, coisas simples que ocorrem no passado já muda todo o curso dela, não foi nem um pouco diferente em relação a Segunda Guerra Mundial. Talvez algumas pessoas sejam hoje consideradas heróis enquanto na verdade foram apenas pessoas comuns que cumpriram com seus objetivos, afinal, o julgamento da consciência esta acima de qualquer ética de Estado. Neste texto estarei relatando também algumas dessas pessoas, espero que gostem


HIROO ONODA-O SOLDADO JAPONÊS QUE CONTINUOU LUTANDO ATÉ 1974 PORQUE NÃO SABIA QUE A GUERRA TINHA ACABADO:

       Com apenas 20 anos de idade, um funcionário de uma empresa comercial chamado Hiroo Onoda foi chamado para servir no exército imperial japonês. Onoda então recebeu treinamento onde estudou técnicas de sabotagem e taticas de guerrilha. Então em 1944 ele foi enviado para a ilha de Lubang, que pertence às Filipinas.
       As ordens que Onoda recebeu de seus superiores eram as de que ele não tirasse sua própria vida, não se rendesse e esperasse pois no tempo certo eles voltariam para buscá-lo. De inicio os japoneses divididos em pequenos grupos de guerrilha, dominaram a ilha, mas logo foram rechaçados.
       Onoda e seu grupo de três pessoas continuaram a lutar ferozmente e quando eles capturaram uma vaca para se alimentarem, encontraram um folheto que dizia "a guerra acabou em 15 de agosto de 1945, por favor, desçam das montanhas". Onoda se recusou a render, pois achava que era propaganda Aliada , pois não entendia como o Japão poderia ter perdido a guerra tão rápido (ele na verdade desconhecia as bombas atômicas lançadas sobre Hiroxima e Nagazaki).
       Onoda e seu grupo continuaram a lutar na selva Filipina por 29 anos, matando e ferindo uma série de civis. Dos três membros do grupo de Onoda, um se rendeu em 1949 e os outros dois morreram em confronto com patrulhas Filipinas restando apenas ele. Foi realizada no Japão uma operação de busca para encontrar Onoda, porém devido a sua experiência em se esconder na selva, a operação falhou. Então um estudante japonês decidiu procurar Onoda por conta própria e conseguiu encontrá-lo, ele tentou convencer Onoda a se render, mas ele se recusou, pois alegou que no tempo certo seus superiores iriam buscá-lo.
       Então um dos superiores de Onoda, que tinha se aposentado do exército e estava trabalhando numa livraria, foi chamado para ir até Onoda e convencê-lo a se entregar. Então Onoda sentindo- se um tolo por ter lutado tanto tempo, pegou sua espada de samurai e a entregou ao presidente filipino Ferdinand Marcos.
       Ao retornar ao seu país Onoda foi recebido como herói nacional, um exemplo de dedicação e compromisso para com seu país. Ele então foi perdoado pelos seus crimes por acreditar que ainda estava em guerra e recebeu seu salário de oficial por todos esses anos. Onoda viu um Japão completamente diferente, um Japão onde o nacionalismo havia acabado, então ele se mudou para o Brasil e com o salário recebido por todos os seus anos de compromisso, comprou uma fazenda no Mato Grosso do Sul e escreveu sua autobiografia.
       Em 1996 Onoda retornou para as Filipinas e fez uma doação de U$ 10.000 para uma escola local, casou-se e retornou ao Japão onde fundou uma instituição para ajudar jovens com problemas psicológicos. Atualmente Onoda vive no Japão, mas volta regularmente ao Brasil.


O DISCURSO DA PRINCESA:

       Creio que muitos puderam se emocionar com o filme “O discurso do rei” interpretado por Colin Firth, que fez o papel do rei Jorge VI que era gago, mas mesmo assim conseguiu encorajar muitos de seus compatriotas a suportarem as adversidades da guerra. O que muitos não sabem, é que foram encontrados nos arquivos da BBC, os discursos feitos pela sua filha, que mais tarde viria a ser a rainha Elizabeth II encorajando as crianças que tiveram que ser evacuadas da Inglaterra, e destes discursos citarei trechos de dois, um de 1940 e outro de 1946.
1940-“Milhares de vocês foram separadas de seus pais e suas mães. Nós, crianças que ficamos em casa, estamos cheios de alegria e coragem. Estamos fazendo de tudo para ajudar nossos galantes soldados, marinheiros e aviadores.”
1946-“Na guerra que acabou ano passado. Nós do Império (Britânico) ficamos em pé, e sozinhos. Com isso, salvamos a civilização.


CARTA DE UM KAMIKAZE:

       Muitos provavelmente já ouviram falar dos pilotos kamikazes, que eram os aviadores suicidas japoneses que se lançavam contra bases e navios Aliados, porém muitos nem imaginam o que devia passar pela cabeça de um piloto desses, nesta carta escrita pelo piloto Okabe Hirabazau no dia 22 de fevereiro de 1945 entregue para sua mãe, ele demonstra patriotismo e, entre outras coisas, desprezo pela própria vida.
       “ Eis-me finalmente incorporado às Unidades Especiais. Os 30 dias que restam vão ser minha verdadeira vida. Chegou a hora. O treinamento para a morte me espera: um aprendizado intenso para morrer com beleza. Parto para o combate contemplando a imagem trágica da pátria. Sou um homem entre outros. Nem bom nem mau. Nem sou superior nem sou um imbecil. Sou decididamente um homem.”


STALINGRADO DO PONTO DE VISTA DE UM VETERANO SOVIÉTICO:

       Vassili Gorokhov foi um soldado do exército vermelho que lutou na batalha de Stalingrado, ele tinha a função da dar apoio psicológico aos seus companheiros além é claro, de lutar. E num relato a revista História Viva, ele contou todo o sofrimento e privações pelas quais seus companheiros passaram, vou mostrar aqui alguns trechos de seu depoimento.
       “A terra tremia no alto da colina de Mamaev Kurgan. Os aviões alemães desciam em espiral uns após os outros e nos bombardeavam 24 horas por dia. Nunca me habituei com os bombardeios. Cada dia era para mim um degrau a mais a ser vencido em meio ao horror”
       “Estávamos no Maximo a 100 metros uns dos outros. Mexíamos o mínimo possível. Todas as casas estavam destruídas, nos refugiávamos nos escombros dos imóveis”
       “A doença não nos atacou. Não havia nenhum doente entre nós. Mesmo quando o inverno chegou. Na realidade, só havia feridos ou mortos”
       “Os alemães recebiam cigarros e nós não. Em contrapartida, tínhamos pão e eles não. Regularmente, as duas partes aproveitavam uma trégua para negociar. - Flitz! Você tem cigarros? - Gritava um de nós. - Eu tenho. Traga o pão! - respondiam os alemães. Após a troca, cada um retomava suas posições.


O CONFRONTO DE KHALKHIN GOL-A BATALHA QUE, SE NÃO TIVESSE ACONTECIDO, TERIA MUDADO O RUMO DA GUERRA:

       Essa batalha acabou ficando no obscurantismo, ela ocorreu entre japoneses e soviéticos em 1938, na região de Khalkhin Gol na Mongólia, quando o Japão exercia sua política imperialista sobre a região. Os japoneses vinham passando por um processo de dominação do Pacifico e parte da Ásia e estavam com a auto estima no topo, foi quando se viram em condições de atacar a URSS, pois ameaçava seu imperialismo.
       Os japoneses já haviam derrotado os russos uma vez na guerra russo-japonesa (1904-1905), e eles conheciam a maneira dos russos irem para a guerra, ou seja, ferozes numa batalha, porém sem imaginação nenhuma. Nesta época a Mongólia já era uma Republica Comunista desde 1924 muito próxima da URSS.
       Sob um fraco pretexto, japoneses mataram os mongóis que atravessavam o rio a cavalo, no que eles recorreram aos seus amigos russos que foram em socorro aos seus vizinhos, porém os japoneses rapidamente rechaçaram russos e mongóis. Porém depois de algumas batalhas em que os japoneses foram derrotados, o Japão foi enfrentar o exército vermelho levando um imenso contingente da artilharia e da infantaria. Os russos, porém armaram uma estratégia que consistia em mandar seus aviões fazerem muito barulho para distrair os japoneses, enquanto isso, os russos organizaram um ataque surpresa aonde mais tropas soviéticas chegariam pelo norte, e os tanques pelo sul aniquilando os soldados nipônicos.
       Com essa derrota, o Japão desconsiderou a hipótese de atacar a URSS e planejou atacar os EUA, que para eles era um inimigo mais fraco. O problema dos japoneses é que eles não atacaram a URSS no tempo certo, pois se os japoneses tivessem planejado uma invasão a URSS no momento em que estava ocorrendo a Operação Barbaroxa e a batalha de Stalingrado, os soviéticos se veriam obrigados a lutar em duas frentes sofrendo com isso a capitulação. Por consequência os japoneses não teriam atacado a base de Pearl Habor mantendo os EUA fora da guerra, fato este que poderia ter mudado o rumo do conflito e da História em geral.


A PRINCIPAL CAUSA DA DERROTA FRANCESA PARA OS ALEMÃES:

       A Alemanha de Hitler vinha passando por um imenso processo de armamento e industrialização, a França também só que num ritmo muito mais lento. Enquanto os alemães usavam carros, os franceses ainda usavam cavalos para se locomoverem. O historiador militar Frances Marc Bloch apresentou esse fato como uma das principais causas da derrota francesa.
     Nessa época o exército frances estava com uma moral altíssima, e nunca imaginavam que seriam derrotados pelos alemães. Quanto aos meios de locomoção, os membros do Estado Maior francês eram radicalmente contra a motorização do país surgindo até mesmo frases absurdas como essa do general Lavigne-Delville:
“Se a guerra pode ser feita com o cavalo nacional, alimentado com a aveia nacional, por que substituir esse animal por um motor alimentado com um combustível estrangeiro? Isso é destruir uma força sem saber a razão.”


A CANTORIA JUDIA QUE, COM SEU CANTO, EVITOU A PRÓPRIA MORTE EM AUSCHWITZ:

       Fania Fénelon, foi uma cantora e violinista judia que, com suas musicas, conseguiu evitar sua morte no maior campo de concentração da Europa, até mesmo os oficiais do auto escalão do exército nazista paravam para ouvi-la, entre eles o “anjo da morte” doutor Joseph Mengele, que provocava suspiros nas integrantes de seu grupo (eu hein), ela e suas companheiras viviam em cela separada e tinham muitas regalias.
       Quando o campo de concentração de Auschwitz foi conquistado pelos soviéticos, Fania cantou o “God Save The Queen”(o hino nacional britânico) seguido pela “Internacional” (o hino do socialismo).


A INDÚSTRIA NAZISTA DO SEXO:

       Em alguns campos de concentração da Europa, surgiu uma maneira de premiar aqueles trabalhadores considerados mais dedicados, e o prêmio é justamente isso que vocês estão pensando agora. As mulheres que eram consideradas agitadoras e subversivas ao regime nazista, eram enviadas para esses campos de concentração para servirem como prostitutas.
       Alguns prisioneiros eram simplesmente premiados com o direito ao sexo por seu trabalho duro, outros tinham que pagar com um cupom, uma espécie de moeda interna que circulava dentro dos campos. O preço de uma prostituta era de 2 Reichsmark (moeda da Alemanha que circulou entre 1928 e 1948, lembrando que um maço de cigarros custava 3 Reichsmark), porém o tempo de duração de sexo era de apenas 15 minutos, e essas mulheres eram obrigadas a manter relações com vários homens todos os dias.
       Alguns prisioneiros eram simplesmente forçados a fazerem sexo com elas, mesmo contra sua vontade, principalmente os homossexuais. Segundo os nazistas, a maneira de curar a homossexualidade de uma pessoa era obrigando-o a fazer sexo com uma mulher, se isso não resolvesse, eles recorriam ao segundo meio, que era a castração.


O DIA EM QUE O BRASIL QUASE FOI INVADIDO:

       Quando um membro da marinha brasileira, chamado Antonio Cézar Sepulveda fazia especialização nos EUA, ele descobriu um documento secreto que revelava um plano de invasão a costa brasileira pela marinha norte-americana. Segundo consta esse documento, devido à indefinição do Brasil na Segunda Guerra e a simpatia do governo brasileiro pelo nazifascismo, os EUA iriam iniciar a invasão pela praia de Genipabu em Natal, onde desembarcariam os soldados com os navios de descarga rápida e com paraquedas.
       No documento também consta que, se os brasileiros resistissem, os navios estadunidenses deveriam bombardear a região por quinze horas. Em seguida os EUA tomariam as cidades de Belém e Recife. O diário pessoal do presidente Getulio Vargas diz que ele sabia dessa invasão.
       Até antes do submarino alemão U-507 bombardear um navio da marinha mercante brasileira chamado de Tamandaré, o governo brasileiro demonstrava muita simpatia para com os países do Eixo, entre eles o próprio Getulio Vargas que em um de seus discursos chegou a elogiar as façanhas militares de Hitler, e os principais membros de seu governo como o marechal Dutra, o general Góis Monteiro e o chefe de sua policia política Filinto Muller.
       Porém devido ao investimento norte americano para que o Brasil construísse a Companhia Siderurgia Nacional (CSN) e ao afundamento de navios brasileiros por supostos submarinos alemães, o Brasil entrou na guerra ao lado dos Aliados, onde cedeu Natal, para que os EUA construíssem lá uma base militar. Os norte-americanos consideravam Natal como um importante ponto estratégico chegando a chama - lá de “a encruzilhada do mundo”, pois liga o Atlântico Norte ao Atlântico Sul, e por lá os EUA iniciariam sua invasão pela África para barrar o Corpo Africano Alemão (Africakorps).


EVA BRAUN-A FIÉL COMPANHEIRA DE HITLER:

       Para quem desconfia de que Hitler era homossexual, ele chegou a ter uma namorada que, poucas horas antes de seu suicídio, viria a ser sua esposa. Eva Braun começou a trabalhar aos 17 anos como assistente do fotógrafo Heinrich Hoffmann, foi isso que lhe proporcionou um encontro com Hitler em 1929.
         Hitler lhe cedeu moradia e uma Mercedes, porém quase não parava em casa, após duas tentativas de suicídio de Eva, Hitler passou a lhe dar um pouco mais de atenção. A própria imagem de Hitler servia como propaganda para o Reich, o que fazia com que recebesse várias cartas de fãs e pretendentes, por isso não podia anunciar seu namoro com Eva publicamente.
       Eva era desprovida de dotes intelectuais (para não usar outro termo), tanto que Hitler chegou a humilhá-la varias vezes por causa disso, chegando até mesmo a dizer-lhe "um homem extraordinariamente inteligente tinha que ter uma mulher burra e primitiva".
Porém Eva era apaixonada por fotografias, tanto que a maioria das fotos de Hitler em sua vida privada foram tiradas por Eva. Eva suicidou junto com o seu marido no dia 30 de abril de 1945 com apenas 33 anos de idade.


DIETRICH BONHOEFFER-O PASTOR LUTERANO QUE LUTOU CONTRA O NAZISMO:

       Com a ascensão do nazismo ao poder em 1933, Hitler rapidamente procurou o apoio das igrejas luteranas chegando até mesmo, a usar as teses de Lutero para pregar seu anti-semitismo. Assim como a Igreja Católica (há rumores de que o próprio Hitler era católico), a Igreja Luterana também apoiou em peso o nazismo, porém 1/3 das igrejas luteranas eram contra Hitler, e se uniram para formar a Igreja Confessante, sob a liderança de Bonhoeffer.
       Bonhoeffer chegou a se envolver com a Abwehr, uma agencia de espionagem na Alemanha que chegou a organizar um fracassado atentado contra Hitler. Lá ele trabalhou como agente duplo fornecendo informações para os Aliados. Em 1943 Bonhoeffer foi preso por ajudar um grupo de judeus a fugirem clandestinamente para a Suíça.
       Na cadeia ele chegou a escrever livros que são consideradas obras primas do protestantismo, onde debate uma série de teses polêmicas chegando a afirmar em um de seus textos que “ser mau, é pior do que fazer o mau” e “é melhor que um amante da verdade conte uma mentira, do que um mentiroso dizer a verdade”, teses estas que, apesar da polemica, eram muito bem argumentadas. Quando suas ações como agente foram descobertas pela Gestapo (Policia Secreta Alemã), Bonhoeffer foi condenado a morte e enforcado no dia 9 de abril de 1945, poucos dias antes do suicídio de Hitler.


OS HERÓIS PORTUGUESES QUE LIVRARAM VARIOS JUDEUS DO HOLOCAUSTO:

       Creio que vários judeus no mundo hoje, devam sua existência a esses portugueses que arriscaram suas vidas, para salvar seus descendentes do terror nazifascista. Entre eles o embaixador português Aristides de Souza Mendes, que quando atuava na França, desobedeceu as ordens de Salazar, o ditador fascista de Portugal, e concedeu visto para mais de 30.000 pessoas, para que elas fugissem do nazismo, entre eles 10.000 eram judeus, por isso ele é chamado de o Schindler português.
       Salazar quando descobriu, ficou furioso e o destituiu de seu posto, Mendes morreu em desgraça no ano de 1954 em Portugal. Outro herói foi o embaixador Sampaio Garrido que estava atuando na Hungria e junto com seu assistente Liz Branquinho, fizeram com que mais de mil judeus deixassem o país que estava sob administração nazista, hoje o nome desses homens está no museu do holocausto em Israel com o titulo de “justo entre as nações”.


ZÉ CARIOCA-O MASCOTE “BRAZILEIRO” DA POLITICA DE BOA VIZINHANÇA:

       Quando o Brasil entrou na guerra em 1942 ao lado dos Aliados, os EUA iniciaram um intercambio cultural que foi chamado de “política da boa vizinhança”, Natal foi a cidade brasileira que mais vivenciou essa política, tanto que com o fim da Segunda Guerra nenhum natalense saiu as ruas comemorando, muito pelo contrario, a cidade parecia que estava de luto.
       Essa política trouxe para o Brasil o costume das pessoas andarem com calças jeans mascando chicletes. Também trouxe um personagem que viria a ser o maior símbolo do brasileiro no exterior, o papagaio chamado Zé Carioca, criado pelas indústrias Walt Disney. Zé Carioca representa todo o estereótipo do brasileiro no ponto de vista estadunidense.
       Zé Carioca é um habitante da favela, não trabalha e vive passando a perna em seu melhor amigo Nestor para obter vantagens, além do mais ele é apaixonado por Rosinha, que é filha de um milionário. Em 1942 foi lançado o filme “Alô Amigos”, onde Zé Carioca leva o Pato Donald para uma calorosa viajem a visão estereotipada do Brasil, um país tropical, onde as mulheres usam frutas na cabeça e o carnaval nunca acaba. O papagaio Zé Carioca ainda é publicado no Brasil enquanto lá fora ninguém se lembra mais dele.


RAMREE ISLAND/BURNA-A ILHA INDONÉSIA QUE MATOU MAIS DO QUE A GUERRA:

       Para quem não sabe, a ilha de Ramree se localiza no arquipélago indonésio e é considerado o quinto lugar mais perigoso da Terra para se visitar, o lugar é um pântano cheio de crocodilos famintos e mosquitos transmissores de doenças. Durante a Segunda Guerra, um grupo de aproximadamente mil japoneses foi designado para o local numa batalha que deveria durar seis semanas. De todo este contingente apenas 20 soldados sobreviveram, os sobreviventes relataram que era muito comum durante a noite, ouvir o grito de seus companheiros sendo devorados pelos crocodilos.
“Era a cacofonia do inferno o som dos gritos de soldados sendo mastigados pelos crocodilos", relatou um sobrevivente.

SE TIVEREM MAIS HISTÓRIAS A RESPEITO DESSE PERÍODO, CONTE-NOS DEIXANDO UM COMENTARIO. A TODOS OBRIGADO PELA LEITURA E TENHAM UMA ÓTIMA SEMANA.
Enã Rezende
Enviado por Enã Rezende em 01/02/2013
Código do texto: T4118490
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Sobre o autor
Enã Rezende
Rondonópolis - Mato Grosso - Brasil
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Enã Rezende