“A CARTA QUE NÃO MANDEI”.

                

 

 

Quem és tu? Que entra assim na minha vida, em só uma noite de amor...

Caíste em meu colo vindo do nada, e indefeso me abraçaste manchando os meus lábios de batom.

Quem és tu que enches de saudade as minhas madrugadas, e que, impõe a sua presença aos meus dias e as minhas noites.

Tu convidas-me a dançar, tu me conduzes a bailar, e então beijas a minha boca... Quem és tu que não diz nada, que não promete e nem cobra, mas me deixas a procurar.

Ah! Eu não sei quem tu és! Eu não sei como te achar...

Eu não tive tempo de falar, ao menos de perguntar; de onde vens e onde moras; não me deixaste alternativas a não ser pensar em ti.

Tu adentras a minha casa... Tu rebatas minha alma, e nem me deixas respirar, tu que me deixas tão louco, tu que me ateas fogo... Tu que me deixas aos teus pés.

Eu senti que era viva... Era viva até demais... Eu que não pude voltar atrás.

Ah! Noite que passamos... Noite que não repeti; como me tomaste nos braços, como instigaste o meu desejo, como me ensinaste a beijar!

Tu és um enigma, tu és uma aparição... Tu és o fruto; da minha imaginação.