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Denúncia à sociedade

  Lágrimas misturadas ao lápis de olho escorrem pelo meu rosto. Olhos borrados. Me olho a um espelho, minha imagem, solitária, faz com que eu me perca em pensaentos. Solidão. Mesmo em meio a multidões eu não vejo ninguém. "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão, cada um imerso na sua própria arrogância, esperando por um pouco de atenção."
  A dor parece um abismo. Ela pode ser grande, mas tudo passa sobre a terra. A graça da vida é que a gente nunca sabe o que vai vir depois. Sempre existe algo que pode nos surpreender. Mas o mesmo que nos surpreende, pode nos destruir. Será que ainda há salvação para nós? Juntos ou separados. Será que ainda há esperança? Será que a sociedade e todo o resto nos deixarão viver o que nós devemos?
  A sociedade nos impõe tantos obstáculos, tantos sofrimentos. Simplesmente pelo prazer de nos ver sofrer. De nos fazer sentir. Ataca nossa consciência cruelmente. "A miséria da humanidade é tamanha que a dor é o seu sentimento mais vivo." A vida é tão miserável que os seres humanos precisam subir em cima dos outros para conseguirem respirar. Como se o mundo fosse um buraco bem fundo e nós precisassemos nos esmagar por falta de espaço. Tudo se torna mais complicado quando queremos que seja simples. Eu me sinto sufocada. A vida é mesmo uma contradição. Guerreando por paz. Matando por vida. Um eterno paradoxo. Queria poder sorrir sem culpa. Mas acho que tenho necessidade de me sentir mal. Eu e meu constante medo de me sentir bem. Se não houvesse dor, seria necessária uma droga que nos entorpecesse. Nos livrasse de tédio que a alegria proporciona!
  Je ne sais pas... Cela n'a pas d'importance...
  Eu tenho medo de me sentir sempre bem. Devo ser neurótica. Viveria com medo de que acabasse e eu sei que sempre acaba. Não importa quanto tempo dure. Mas eu não sei dizer fodas pra tudo e deixar de me importar com o final.
  "A eternidade estava em nosso lábios e em nossos olhos." Parece até clichê americano, ou novela mexicana, mas, o mundo todo contra nós. Uí monsieur! All the world hate us. Hate our passion!
  Pois é né!
  Um dia a gente ainda se surpreende com os mistérios que existem entre o céu e a terra. Talvez, quem sabe, ela ainda nos surpreenda mais uma vez.
                                                    Au revoir!

"Não há pois para mim um olhar de piedade, que do alto das nuvens veja o abismo da minha dor?" W.S.
Anariel
Enviado por Anariel em 01/10/2007
Código do texto: T676383

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Sobre a autora
Anariel
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Anariel