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Ciranda Da Natureza -  Parte II Aberta 26.04.2012 devido ao término de espaço na parte I

22 de Abril  Dia da Terra, 

Aberta para todos os poetas recantistas.

Venham  Cirandar!

Encerrada 10.05.2012.





Mãe Terra


Entrego ao mundo meu seio
A fauna e  o verde das matas
As cachoeiras e as cascatas


Sou solo fértil  que germina
As mais perfumadas flores
Que tinge o universo de cores


Sou leito maternal das sementes
A  gerar  incansável os alimentos
Que aplaca a fome e os tormentos


No entanto sou sem pena invadida
Tenho minha alma plena de feridas
Diante da destruição desmedida


Faz pena ver  os  rios  poluídos
As matas sem pena derrubadas
Ganância que instiga queimadas


Minha fauna ultrajada sem controle
Comércio dos animais e das aves
Extração das riquezas sem entraves


Necessário se faz o despertar
Da humanidade que vive a me ultrajar
Antes que seja tarde para reparar


Minhas águas agonizam poluídas
Pelas mãos dos homens inconsequentes
Covardes que destroem o meio ambiente


Diante do cenário que se forma
Na atitude das almas pagãs
Sem pensar no mundo de amanhã


A prece faz sentido neste instante
Em que se comemoro no meu dia
A esperança de sair desta agonia.


(Ana Stoppa)



 O Dia Terra



O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970. Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.




Ana Stoppa cirandando com:



 

25/04/2012 00:00 - veralis

 
LAMENTAÇÃO

Mãe querida, do teu ventre me geri,
e dali retirei o meu sustento
em teu seio encontrei o meu alento
e a natureza compôs meu acalanto!

Tua fauna, tua flora, mares e rios,
antes belos, imponentes e sadios
jazem agora poluídos e sem brios.

Hoje em prantos, vejo teu sofrimento
grande é a dor que te causei, e eu lamento.
Sofro contigo Mãe querida, as chagas que te abri,
ao longo de minha lida.

E ao inspirar a morte , para expirar a vida
generosa a mãe Terra me acolhe novamente,
em seu ventre me abriga.

É um prazer enorme cirandar com você Ana. Abraços em todos os cirandeiros. Saúde paz.




27/04/2012 13:38 - HLuna

 
PRESERVANDO

Levantemos a bandeira,
que há de brilhar altaneira,
para defender esta Terra
envolta em lutas em guerras,
mergulhada em tristeza,
já que seus filhos diletos
não demonstram seu afeto:
esqueceram a Natureza.

Vamos, pois, juntar as mãos
e, também, os corações,
pois se quero eu consigo
preservar o ambiente
que dá pão, que dá o trigo,
em benefício da gente,
pra que a terra dadivosa,
dê seus frutos, generosa,
nos acolha, seja o abrigo. 

abrçs.



27/04/2012 05:03 - Nina Costa
 
Ana, não sei porque, eu não estava conseguindo criar nada para participar dessa linda ciranda, só hoje consegui, espero que você ainda aceite, amiga! Lá vais:

O Verbo e a Terra

No princípio era o verbo
E o verbo era DEUS
Se deitava sublime sobre a face da Terra
Fecundando suas vossorocas e crateras
Com o extremo poder.

Verbo de DEUS
Que marejou sobre a crosta seca,
que despertou do sono teus continentes,
Que despontou no teu céu olhos de estrelas
Gerou em teu ventre a semente e os mananciais

No princípio era o verbo que se fez mais
Células
Organismos
Tecidos
Animais:
Mastodontes,mamutes, dinossauros,tiranorex.
Tu, singela passeando no universo
Aquecendo e resfriando e expandindo
Brincando de crescer, evoluindo.

Me pariu do teu pó e eu existi
E o verbo me deu vida aqui
Nessa nave que é mãe, Planeta Terra
E hoje os seus filhos, (irmãos).

vivem em guerra,
Derrubando suas árvores, mamãe Terra
Destruindo tuas fontes naturais
Exterminando espécies de animais
Para eles
Tanto fez ou tanto faz!
Ninguém lembra que o bem à Natureza
é também o bem de nossa natureza
Pois que pó desse chão, filhos da Terra Se aos poucos Ela morre
Não tem jeito
Certamente também morremos nós.
 Beijos!!! Nina Costa



27/04/2012 22:16 - Neusa Staut
 
Oh! Céu coberto de cinzas
Das matas que estão morrendo
Os homens não tomam consciência
Do mal que ao mundo estão fazendo!

Acabam com rios e florestas
Desmatam sem dó nem piedade
O planeta está morrendo
Esta é uma triste realidade!

Não há mais estação definida
Tudo está se misturando
Quando é inverno está quente
E no verão está esfriando
No outono ainda tem flores
É a primavera adiando!

As cidades estão sendo alagadas
Levando carros, casas e gente
As chuvas são tempestades
Que transformam tudo em enchente!

O mundo está de cabeça pra baixo
E ninguém se importa com isso
Estão matando nossa bela natureza
E ninguém assume nenhum compromisso!

Dá muita tristeza ver
Tanta desgraça todo dia
É a natureza dando seu troco
A este mundo repleto de covardia!

Neusa Staut


Recebido Via E Mail 27.04.2012
Poeta Facuri


NOSTRAFICUS
 
Mar e sal
Dum azul cristal
Ladeiam uma esfera,
Em verde campal...
 
Desta TERRA,
Que tanto se espera,
Paz e não à Guerra,
Os bichos se escondem,
Por causa do homem-animal!
 
O último a chegar por aqui;
Cultivando um fosso profundo,
Tão limitado por existir,
 Arrogante e coitado;
Agindo como se fosse o dono do mundo!
 
Mas, não tardará uma noite,
Enunciativa do amanhecer,
Ocorrerá seu arrepender;
Pois a NATUREZA-MOR,
De adormecida como está,
Avassaladora ficará;
Vindo a surpreender...
 
O insólito está ocorrendo...
O planeta está gemendo...
Oportuno será,
Não ver para crer!
Melhor solver...



27/04/2012 17:47 - CONCEIÇÃO GOMES

 
Clama a mãe natureza

Dos filhos a compaixão

Em toda a sua realeza

Ve tanta desolação.




27/04/2012 22:29 - REGINA PESSOA
 
Custei mas cheguei amiga ainda bem que em tempo de poder participar desta maravilhosa ciranda em prol da nossa mãe natureza

PLANETA EM METAMORFOSE

A mãe natureza se manifesta
Dos seus olhos jorram chuvas torrenciais
De sua boca sopram ventos mortais

O seu peito se contorce
Desgraças de sul a norte
Mas ninguém se compadece

Um planeta outrora exuberante

Agora jaz agonizante.

otimo findi querida, bjs de luz




28/04/2012 11:17 - Eterna Zetética
 
Olá, Ana, estou aqui para cirandar rs! 

Envio-lhe o texto que me sugeriu:


D.ar as mãos e sorrir

 I. rmãos em união 

A. consciência fica transparente


D.iante da proteção ambiental que prevalece

A. biodiversidade aparece


T.artaruga marinha, golfinho, onça pintada, mico-leão dourado

E.xtinção? Não pode ser

R.ara a beleza natural, devemos proteger 

R.ecursos não-renováveis, principalmente 

A. mãe Terra agradece! 


Beijos com carinho.



29/04/2012 08:57 - Vera Feliz
Ana ..com o maior prazer ,uma singela poesia para sua Ciranda.obrigada pelo convite.
Beijos Felizes.

"S.O.S- TERRA"

Salve a Terra...Salve o Planea
Frases que tentam conscientizar
Os que tem o poder da caneta
Os que querem melhor respirar

Preservar o que temos é cuidar
Do que não está de todo perdido
Plantar árvores.em lugar de cortar
é da Natureza o silente pedido

Manter limpa as águas dos rios
Com certeza o maior dos desafios
Pois sem água não dá para viver

O homem não cuidar do que tem
Vai saber no futuro...mais além
Que dinheiro não serve pra comer.



29/04/2012 16:59 - Adria Comparini

 
À MINHA MÃE NATUREZA

Minha mãe, minha bela natureza
Sinto tanta alegria com o que me dá
Com a água, os pássaros, com Iemanjá
A terra fértil onde espalha sua grandeza

Nós seres humanos pecamos com dolo
Extraindo as pedras, o petróleo, a madeira
Fomos inconsequentes, de toda a maneira.
Devastamos as matas, que sustentam o solo

Sujamos os rios e mares não os respeitamos
Nosso esgoto imundo neles despejamos
Sem pensar que o planeta é um todo só

Agora essa força que a Natureza possui
Devolve para nós tudo o que polui
Recebemos com juros e também sem dó!

Ana, recebi seu convite e aqui estou. Amo demais a natureza.. esprero que ainda dê tempo de consertarmos os estragos que fizemos. e ela não jogue sobre nós a sua fúria. Somos pequenos demais! e não sabemos! Abraços! Adria.



30/04/2012 10:24 - Chagoso
 
Santo Antonio: O fim anunciado.

Já disseram que nada te mudaria, a não ser o tempo.
Também disseram que tua beleza por si, seria imaculável.
Que protegida dos males ninguem ousaria te afrontar;
Que as verdes leis te perpetuariam por gerações sem fim.
E serias um tributo à tua própria beleza dadivosa.

Alguns te dedicaram a vida, outros deixaram-na contigo.
Ignorando tua soberba força, outros ainda te desafiaram.
Nenhum, contudo, logrou exito, oh perene jato
A despeito daqueles que em ti buscaram a propria sobrevivência,
Muitos buscaram apenas o próprio desenlace.

Tua integridade sob ameaça desnuda o paradigma.
Tuas colossais rochas, tão gigantes, amargam o porvir;
Tua própria existência tremula por tênue fio.
Teus defensores, inóquos degladeiam vãs batalhas, pois
Tua força, teu explendor serão abrutamente abduzidos.

Órfãos, teus humanos filhos, choram teu fim.
Teu pai não sabe, perderá a ti e a seus outros áquaticos filhos
que de mui perto assistem teu colossal definhar
No eterno descanso, te contemplam...
Vinde, oh algozes "defensores do bem"
vinde e mostrai vossa mesquinha coragem/

Selvagem e avassaladora tormenta do bem
Usa tua propria força para te defender.
Mas como, se é justamente ela o que querem.
Somos Aquiles apos o feito, somos destemidos e degradados,
Mas traidores pioneiros, que muito longe do nascente
Abafam seus gritos... insanos pioneiros.

Sem ti, tua maior irmã sucumbirá submersa,
ainda que imaculada... mas inoculada...
Sem ti teus órfãos seguirão em diáspora
Sem rumo ou destino...
Sem ti, oh bela cobiçada, amargarei meus versos!

Chagoso,2005;Poema incompleto:
Os algozes destrutores foram mais ágeis com seus tratores que este aprendiz de poeta com seu escrevinhar...



30/04/2012 19:49 - Christiano Nunes
 
OLHANDO A NATUREZA

Olho para longe e vejo o horizonte
Fico tempo parado a contemplar
Lindos sons dos pássaros a escutar
E bem lá distante a avistar os montes.

Os verdes campos é uma beleza
Que o Grande Arquiteto para nós criou
Um belíssimo quadro Ele pintou
E deu-nos de presente a natureza.



30/04/2012 23:23 - MAURICIO DE AZEVEDO
 
ABRO A BOCA, UM RIO DÁ O SEU ÚLTIMO SUSPIRO
SIGO, CAMBALEANTE, LEVANDO O MAPA
MUNDI MORTO
SÃO TORTOS OS LIMITES ,SÃO PROFANAS AS QUILHAS DAS AVES
CONDENANDO A MORTE,
O SUPREMO SILENCIO DO CÉU.

ARQUEIO A MALA ABERTA
PARA QUE DELA SALTE A TERRA
VIVA, DESPERTA, MINHA
E CUBRA-SE DE SOL
TERRA ABENÇOADA, RICA SUPERFICIE
DE MINAS
SAGRADAS E CASTAS.

NO CLARÃO ILIMITADO DA MINHA ALMA
AS PALMAS, AS MATAS, AS ROTAS;
TUDO SÃO CASOS SÉRIOS E ABRAÇOS
DESVIOS, AVISO DE QUE ESTOU TE
PERDENDO.
MORRENDO ESTÁS LONGE DOS MEUS BRAÇOS.

CONDENADO ESTOU AO DEGREDO.
SÃO TANTAS AS NATUREZAS MORTAS.

PARABÉNS ANA STOPPA, AMIGA E POETISA NOBRE POR MAIS ESTA CIRANDDA ENCANTADORA....PRETENDO LER-TE MAIS...VOLTO AMANHÃ. ABRAÇOS.



01/05/2012 11:43 - Maria Barros
 
QUE SE HAJA AMOR

(Maria Barros)

Dentre as belezas que obram esse infinito
és tu Terra, que guardas a essência da criação
e nem se veem nesse universo, mais linda perfeição!
Mas o seu coração de mãe, esse amor tão bonito,
tem chorado todas as mazelas de amargo conflito!
E estando ferida, um dia, à sua criação, não mais Susterão!

Muito feliz em participar dessa Ciranda! Que o mundo possa entender a necessidade do respeito à vida... Um abração.




06/05/2012 21:59 - Henrique Secundino

 
"Ah, se fôssemos suficientemente sensíveis,

nossos corações certamente doeriam sempre

que atentássemos contra a natureza;

feríssemos a terra; envenenássemos águas e

atmosfera; destruíssemos flora e fauna;

tratássemos com crueldade e desrespeito

seres vivos indefesos; ignorássemos as

bênçãos e os dons de Deus"!

 Amiga poetisa Ana Stoppa, parabéns pela iniciativa! A ciranda ficou riquíssima com todas essas belíssimas participações! - Abraços, e boa-noite.



07/05/2012 20:23 - André Zanarella

 
MÃE TERRA(Ciranda Ana Stoppa)


O som do vento na estepe
No equador pula o serelepe
A beluga branca no marIguanas no sol a se amar
Somos pelos e penas Josés e Madalenas
Somos filhos do Planeta
Assim também é a borboleta
Tenho um microcosmo em mim
Em cada canto um universo sem fim
Ela é a mãe caprichosa
Ela também é monstruosa
Somos os filhos virais
Que poluem, somos letais
Matamos tudo a nossa volta
Somos jovens com revolta
Mãe Terra esta perdendo a paciência
Assim já mostra toda a ciência
Daqui a pouco ela explodirá
A nós todos ela então matará
Quem será seu novo filho querido?
Se Deus já puniu seu filho como bandido
E Jesus no templo perdeu a paciência
Por que a Mãe ficará inerte a tanta violência.

André Zanarella 07-05-2012



 


  

Ana Stoppa
Enviado por Ana Stoppa em 26/04/2012
Reeditado em 11/06/2012
Código do texto: T3634495
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