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Pedro, o pescador (nazista assassino) II

Boa noite meus fieis 23 leitores e demais 36 que de vez em quando vem aqui nessa casa noturna curtir os embalos literários de sábado à noite. Pois vamos a segunda parte de nossa história iniciada na semana passada.


Achando ter o tubarão na isca, o policial resolver dar um calor em Pedro, fora de seu horário de trabalho. Passou a ir pescar perto de onde ele saía com seu caíque, para lhe cuidar. Pedro, de início, demonstrou não se afetar com aquilo. Depois de um tempo, o investigador resolveu se esconder no mato próximo a margem do rio, que era bem fechado em alguns pontos. Não desistiria facilmente de suas suspeitas. Após uma semana, presenciou um fato insólito que o atiçou ainda mais.

Viu os quatro gatos brancos de olhos azuis do pescador descerem pela rua, chegarem onde a embarcação ficava cadeada e subirem na mesma, dois na proa e dois na popa e ficando lá, parados. Em seguido chegou Pedro, que saiu com os gatos rio adentro, tomando a direção da cidade vizinha, uns 15 quilômetros adiante. Ficou intrigado com aquilo. Permaneceu umas três horas e, como eles não voltaram, teve de ir embora. Não havia como tê-lo seguido e isso seria fundamental para sua investigação.

Dois dias depois, na delegacia, soube pelo delegado Gil que um outro corpo, agora de um rapaz negro, fora encontrado no rio, na cidade vizinha, igualmente enrolado em uma linha de pesca fina. Agora, somado ao que vira recentemente, teve certeza de que Pedro era realmente um nazista assassino. Só podia ter sido ele, naquele dia com os gatos.

Falou para o delegado abertamente sobre suas suspeitas.

- Olha, Beto, essa coisa está realmente esquisita, essa coisa de um novo corpo afogado, de uma pessoa negra, enrolada em linha de pescar é demais para ser coincidência. Pode haver relação sim, mas como saber que foi o Pedro? Só aqui tem mais de cinquenta pescadores cadastrados na prefeitura. Lá na outra cidade até mais. Isso se é um pescador realmente e se essas pessoas foram mesmo assassinadas. Os laudos médicos indicam afogamento.

- Mas e aquela saída dele com os gatos para o rio?

- Tá, isso é um fato bem diferente, mas não quer dizer nada, também. Imagina, chamar um cara aqui como suspeito de assassinato com base numa coisa dessas? Viraríamos motivo de chacota, no mínimo. E não esqueça que esse último caso não é na nossa comarca.

Beto assentiu ante a argumentação do delegado Gil, mas resolveu continuar vigiando de perto as remadas de Pedro, o pescador...


Continua na próxima sexta-feira...

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Era isso pessoal. Toda sexta, às 17h19min, estarei aqui no RL com uma nova crônica. Abraço a todos.


Mais textos em:
http://charkycity.blogspot.com

(Não sei porque eu ainda coloco o link desse blog, eu perdi a senha e não atualizo ele há séculos. Até eu descobrir o motivo pelo qual continuo divulgando esse link, vou mantê-lo. Na dúvida, não ultrapasse, né. Acho que continuarei seguindo o conselho que a Giustina deu num comentário em 23 de outubro de 2013: "23/10/2013 00:18 - Giustina
Oi, Antônio! Como hoje não é mais aquele hoje, acredito que não estejas mais chateado... rsrrs! Quanto ao teu blog, sugiro que continues a divulgá-lo, afinal, numa dessas tu lembras tua senha... Grande abraço".).
Antônio Bacamarte
Enviado por Antônio Bacamarte em 15/12/2018
Reeditado em 15/12/2018
Código do texto: T6527987
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Antônio Bacamarte
Groenlândia, 54 anos
419 textos (18239 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/07/19 15:08)
Antônio Bacamarte