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Quando amamos realmente alguém

Somos seres humanos talvez tolos demais, dedicados demais.”Carência atrai carência” É o caso de quando nos envolvemos com os problemas de alguém, estamos nos arriscando a vir gostar da pessoa em questão e que também carente se encontra. Mas na verdade quando isso acontece, geralmente somos nós que estamos mais carentes do que outro.
 
Todos nós inevitavelmente cometemos vários erros e repetimos também os mesmos erros. Quando conhecemos alguém seja pela Internet ou não, se estivermos carentes demais, a paixão acontecerá inevitavelmente.

Confundimos a terrível Paixão com o Amor, nos entregamos de corpo e alma nesse sentimento que nos traz emoção, alegria, frio na barriga, o coração que dispara somente por falar ao telefone e etc.
 
Mas um belo dia você sofre uma decepção, ou consegue entender em uma frase ou numa única palavra o que o outro senti por você, consegue entender de que forma o (a) considera, consegue avaliar o quanto você é realmente importante para ela (e).

E quando você cai em si, percebe que não é tão importante o quanto imaginava ou como gostaria,você fica frustrado e decepcionado, fica revoltado por causa disso.
 
Chora, se descabela, xinga-se e fica péssima(o). Agride-se com palavras por ter sido tão estúpido(a) em acreditar em um sentimento que você mesmo criou em sua mente e não em seu coração.

Quando amamos realmente alguém, somos mais realistas, mas isso não significa que não nos decepcionamos, simplesmente estamos mais preparados para o que der e vier.

Somos mais calmos e sabemos quando tudo já se acaba, mesmo amando, nota que o brilho daquele amor de antes já não é mesmo.
 
Aquele que ama alguém vê seu coração fechando a porta, não para apagar o brilho ou para não amar mais ninguém, apenas fecha para guardar o que restou desse brilho e desse amor.

Quem ama também chora, sofre, mas não se descabela, não se xinga, nem tão pouco acusa o outro por não amá-la (o). Simplesmente silencia o que havia de tão radiante dentro de você.
 
Seu coração, sua alma fica como se fosse uma casa vazia. Mas ao mesmo tempo se sente aliviado porque você se libertou e deixou o outro em liberdade para que ele e você pudessem ser realmente felizes.

Você compreende que não pode haver felicidade onde não há reciprocidade de sentimentos. Porém se você soube aproveitar todos os momentos e todas as chances nos momentos felizes, se deu também todas as chances para outra ser feliz ao seu lado, mas infelizmente o outro(a) não quis o que você oferecia, vem então a pergunta: No quê eu fui feliz o que ganhei?
 
A resposta é: Foi feliz, porque mesmo não tendo tido quem queria ao seu lado, você teve a chance de conhecer o Amor, mesmo que não tenha sido amado (a), mesmo que tenha amado platonicamente, ainda assim você foi feliz e o mais importante que você não se arrependa por ter amado e de ter conhecido o amor.
 
E diante de todos os desencontros você passa a compreender que por mais que ainda goste desse alguém, você aprende a dar preferência a uma pessoa que lhe dê valor enquanto estiver presente e não quando você deixar de fazer parte da vida dela (e).
 
Não importa quantos anos tenha, o que vai sempre prevalecer é estar com a mente saudável e jovem. Mesmo não tendo quem tanto queria, o importante será viver a vida, levantar a cabeça, curtir e aprender com Ela(e) cada vez mais, porque tudo nessa vida passa, tudo vale a pena até as coisas ruins são boas porque tudo que vier será sempre um aprendizado são experiências de vida e de crescimento interior.


10/09/ 2005
SBernardelli
Enviado por SBernardelli em 03/05/2006
Reeditado em 25/08/2015
Código do texto: T149818
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
SBernardelli
Caraguatatuba - São Paulo - Brasil
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