CASO DE INVESTIGAÇÃO

A minha “filha substituta”, Juliana Cavalcanti, aniversariou no último dia 12 do corrente – sábado. Na 2ª. Feira, a chefe da Divisão Jurídica do órgão, aonde trabalhamos, providenciou um delicioso bolo de chocolate, em homenagem a aniversariante. Muito boa a “farrinha” que fizemos no final do expediente e tudo regado a coca zero pra ninguém ficar com remorso. Afinal, todas precisam ter cuidado para não engordar, menos eu!! Sou esbelta e saradona – minha médica disse que só preciso perder uns 10 kg! E isso é nada!! (Rsrs)

Muito bem, ontem, 3ª. Feira, uma de nossas colegas, a qual tem mais mania de limpeza e arrumação que eu, deu de cara com um pequeno pedaço de bolo morto e acabado no chão. Ficou tão indignada que se engasgou com a água que bebia e que trás de casa por garantia. E aí começou a investigação.

O chefe da limpeza foi imediatamente convocado. Solícito e preocupado chegou munido de seu subordinado, o qual trazia uma enorme vassoura, um balde com água e sabão, uns quatro ou cinco panos de chão e começaram a discutir por onde e de que maneira começariam a limpeza em questão.

Antes, porém, acharam melhor investigar o motivo do pedacinho do bolo “jazer” ali esmagado. – Que maldade!!! Olharam para ele, com certa dó e com muita atenção. Foram pra lá e foram pra cá... Espiaram, balançaram a cabeça e só então o “chefe” me inquiriu com firmeza:” Dona Ysolda, a senhora poderia esclarecer a razão dessa situação?” - Como a queixosa já tinha saído para almoçar e eu estava sozinha, fiquei com receio de responder alguma coisa errada e que incriminasse, não só a ela mais a todas nós. Lembrei que sou muito verdinha nas “coisas” do Direito, só estou no 2º período! Convinha ter cautela, muita cautela...

Imediatamente percebi a necessidade de uma ação rápida e eficiente para ganhar tempo e desviar sua atenção do pedaço de bolo o qual, há 24 horas, estava mortinho da sil-v-a-vá, por esmagamento e em uma Divisão Jurídica... Lembrei que o apoio do teclado e do mouse da mesa da nossa Chefe precisava de uma limpeza urgente e corri pra lá. Os dois mais que depressa foram no meu encalço. Quando mostrei o “grude” que ali se encontrava há um tempo difícil de determinar; pararam, analisaram, olharam bem e só então o” chefe” falou:” Isso não é grude, Dona Ysolda! É a madeira que está descascando.” Eu, me controlando para não me comprometer, com a unha raspei e depositei uma pequena amostra em sua mão comentando:” que madeira macia, meu Deus!” A partir daí, aproveitei o embaraço deles e fugi da investigação.

Quando retornei, de mãos limpas e asseadas, o “defunto” havia sido removido e todas as provas retiradas do local.

**********