AMOR OU QUÍMICA?

De: Ysoldac Cabral

 

 

 

 

Ontem, num “papo cabeça”, com um garoto de  vinte anos, amigo de minha filha, tivemos uma discussão calorosa sobre os namoros de hoje em dia.

 

Enquanto ele tentava me convencer da importância do “ficar”, eu tentava “enfiar” na sua cabeça exatamente o contrário.

 

Esta conversa já é minha conhecida...  Ah, se é!

 

Bom, como tenho fama de ser teimosa, então não perco uma oportunidade de conversar com os jovens sobre esta questão.

 

E a questão é “ficar”... Que graça tem isso?!

 

Sei não! Mas acredito que a meninada está abrindo mão de uma das coisas mais belas da vida que é o romantismo.

 

- Que pena!

 

No meu tempo – e não faz tanto tempo assim - os garotos quando se encantavam por uma garota, se empenhavam em ganhar seu coração e não apenas seu corpo ou um beijo na boca, numa “balada” de uma noite qualquer... 

 

O pensamento, sonho ou pretensão era de que fosse para sempre... Mesmo que esse “para sempre” fosse “eterno enquanto durasse”, como afirmava o poeta Vinícius de Moraes.

 

Hoje a coisa é tão séria que ninguém mais fala em amor, em romance  e sim em “química” e em " ficar" ...

 

Será que a união do Príncipe William com a duquesa Catherine, foi por amor ou pela “química” que existe entre eles? Afinal, é do conhecimento geral  que,  moram, ou "ficam" juntos há um bom tempo.

 

Entretanto, um fato me chamou a atenção no casamento deles... Senão vejamos; produção ou não, o enlace foi um deslumbramento, um verdadeiro conto de fadas - não tanto quanto o da mãe do noivo, pois ao meu ver, jamais existiu ou existirá uma noiva tão linda, tão pura e tão diáfana quanto foi Diana – mas o fato é que hoje o mundo se emocionou, com o acontecimento, principalmente, as meninas em idade de casar.

 

Isso significa que, o romantismo não desapareceu tanto assim e que, a grande maioria ainda sonha em viver um grande e verdadeiro amor.

 

- “Química”? !!  "Ficar"?!!  Pois sim!!!!