A CASA DE TOLERÂNCIA DE DEUS!

A tolerância no mundo está acabando. Já não temos casas de tolerância com dantes. Os próprios padres, pastores, anciões, que deviam abrir a Casa de Deus e nela praticar a tolerância com os irmãos já não estão tão tolerantes. É percebido (não em todos, há exceções), que o tilintar das moedas ao cair nos cofrinhos espalhados pelo templo já não é tolerado. Moedas têm pequenos valores, enquanto notas de cinqüenta ou cem reais caem silenciosamente. Por isto afixam nos templos cartazes com advertência: “Por favor Silêncio”.

Em algumas igrejas as crianças não podem mais ir ao encontro de Jesus, conforme Ele mesmo diz através do evangelho: “Deixai vir a mim as criancinhas, ....” Os “seguranças” dos templos não deixam, parecem ter decorado uma frase: “Comporta menino, aqui é a Casa de Deus”. E tem uns que vão mais longe: “Se quiser fazer bagunça vai para a casa do Diabo!”. Falta a tolerância até para com os donos de um grande reino como o Mestre diz “... pois é deles o Reino dos Céus!”.

Há quem diga que rezar na cama hoje é mais tolerante, afinal os colchões, os lençóis e os porteiros dos motéis não expulsam os que ali vão cumprir penitencias, e até já aboliram a cobrança dos dez por cento. Só alguns mais luxuosos cobram tal dízimo! É onde se diz, "ou as igrejas se tornam casas de tolerância ou um grande número de féis optará por outras casas que os tolerem". Não estou dizendo com isto que as igrejas se tornem uma casa de bagunça, mas que deve ser uma casa de festa cristã, afinal quer coisa melhor do que festejar a existência de Deus?

E foi assim que o velho Nandinho, acostumado a entrar naquela capelinha da Zona Rural, onde o padre só aparece a cada ano, e ali sentar e orar, orar, orar e orar por horas a fio, veio passear na cidade e deu vontade de falar com Deus, ai entrou em uma igreja que garante até hoje não saber se era católica ou evangélica, mas tinha bancos, cofrinhos e cartaz de fazer silêncio! Entrou, e quando ia começar sua oração um dos guardiões do templo o mandou sair, disse que não toleraria nem mais um minuto, pois vencera seu horário e tinha que fechar as portas.

E sem muito entender oa razão Nandinho saiu do templo, sentou-se em um banco na praça frontal, e desbafou: “Senhor, eu queria apenas lhe dedicar algumas orações e me fizeram sair”. Foi então que uma voz vinda do céu lhe disse: “Meu filho, você é mais poderoso do que Eu!”, Surpreso ele perguntou: “Como posso ser mais poderoso do que vós, que sois Deus?”. E novamente a voz celestial se manifesta: “É que você meu filho foi expulso, mas pelo menos ali entrou. Eu, ao contrário, tento, tento e tento entrar nesse templo e não consigo!”