Nunca mais.
Direi sempre que nunca mais irei te ver, desde que o sentir não me bata a porta com tanta intensidade.
Nunca mais:
serei de ti escravo, mas me escravizarei de mim para fugir desse angustiar perene diante da tua falta. Sua falta, bem sei, é a minha própria falta, pois equivocadamente te tornei parte de mim.
Nunca mais.
Porque "de mais" será minha marca registrada para alçar novos voos rumo ao desconhecido. Porque o desconhecido não me é comprometido como um dia fui a ti. Adiante está o campo fértil de amores frescos. Amores desérticos, pois que sejam. Porque nunca mais a gente será de mais na vida dos que se perdem em si. 
De menos, a vida se resguarda. Mês a mês se respalda o futuro incerto enquanto os amores não minguam em seus desertos. 

Carlos sena