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Brincadeiras de rua.

           No meu tempo de menino, lá pelos anos 60, brincávamos na rua , quase não passavam carros, e as brincadeiras eram muito simples: Lencinho atrás ( Corre Cotia),  pega-pega,  amarelinha , pula pau ( salto em distância), queimada...essas são as que eu me lembro mais.
           As canções que aprendíamos na escola também íam para as ruas, e não tínhamos inibição em cantá-las , sem ligar a mínima se alguém atravessava o tom ( nem sabíamos o que era isso).
           Na escola daquela época as classes eram mistas, mas os recreios nem tanto, havia uma certa separação, porque os meninos eram mais brutos e poderiam machucar alguma garota, sem querer.
           Se dizer que as meninas não chamavam a nossa atenção estaria mentindo, por mais moleque que a gente fosse, sempre esticávamos o olho para algumas, mesmo sem entender muito bem o porque, rsrsss...a natureza tem seus mistérios.
            Eu gostava muito de jogar bola, nada substituia uma boa pelada no campinho, mas estar na rua até mais tarde, em mil jogos , arrancava muitas risadas, a gente ria por qualquer coisa, tudo era divertido.
            Empinar pipas era muito bom também, e mesmo sabendo da existência da linha cortante, eu nunca usei,  nunca senti prazer em ficar cortando a linha dos outros. Naquele tempo haviam tantos terrenos baldios que as pipas nem chegavam perto uma das outras.
             Jogar bolinhas de gude era normal, mas me cansava rápido , não tinha lá muito saco para "bistecadas",  mas jogava.  Era bom mesmo no jogo de botão, levava meu time para enfrentar o dos amiguinhos, e fazíamos campeonatos, com tabela e tudo.
              Sou de uma época que não existiam videogames,  computadores, celulares e essas coisas todas, mas as crianças estavam todas queimadas de sol,  mais livres e interagiam muito mais.

            
 
Aragón Guerrero
Enviado por Aragón Guerrero em 09/01/2018
Código do texto: T6221629
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Sobre o autor
Aragón Guerrero
São Paulo - São Paulo - Brasil, 66 anos
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Aragón Guerrero