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Um militar democrata.


                    Por estranho que possa parecer,  o único presidente militar que eu respeito, mesmo não aceitando a ditadura, foi Castelo Branco, justamente o primeiro ( 1964-1967).
                    Que fique claro, não levanto bandeira por ele e nem por ninguém, pois ele fez parte do golpe militar que destituiu Goulart, mas a sua postura política merece respeito.
                    A sua intenção era passar o Brasil à limpo e devolver o país à democracia, uma rápida missão , uma passagem apenas contra o que chamavam de evitar o comunismo, e depois retornar à caserna.
                    Ele sempre dizia que o papel do militar era proteger a democracia e não governar. Frequentemente indagava; " Mas, isso é assunto de militar ?" - Lembro que era um homem muito culto, estudado na Europa e nos EUA,  um cearense da família de José de Alencar ( o escritor).
                     Haviam duas facções entre os militares ; Os Castelistas ( democratas), e os Costistas ( linha-dura), referente ao presidente que o substituiria, o General Costa e Silva , que iniciou os anos de chumbo.
                     Mesmo sendo um militar Castelo era um homem aberto ao diálogo, sabia escutar e respeitava os direitos dentro da sua doutrina, mostrando de certa forma que ser um militar não significa fechar as portas da cultura e da racionalidade.
                     O seu sucessor, Costa e Silva dialogava com os americanos às claras, pensando o oposto a Castelo, e este sim, imaginava um país que deveria caminhar oprimido, sob jugo dos yankees, iniciando o ciclo mais terrível da nossa história, e  à seguir vieram Médici e Geisel, quando mais se torturou e matou oponentes ao regime, já nos anos 70.
                     A história reconhece tudo isso, não sou eu quem está falando, tanto é que muitas praças , viadutos e outros logradouros tiveram seus nomes modificados de alguns anos para cá,  inclusive o Elevado Costa e Silva, que ironicamente hoje se chama E.Pres. João Goulart, e os familiares daqueles que morreram pela liberdade, receberam indenizações como forma de reparação do Estado.
                     As pessoas podem ter fardas ou apenas um giz, podem defender suas ideologias e acreditar positivamente, mas não podem ser assassinos disfarçados de verde oliva.
Aragón Guerrero
Enviado por Aragón Guerrero em 06/12/2018
Código do texto: T6520793
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Sobre o autor
Aragón Guerrero
São Paulo - São Paulo - Brasil, 64 anos
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Aragón Guerrero