Vou escrever o que me der na telha

Bom dia meus 23 fiéis leitores e demais 36 que de quando em vez passam por aqui tipo chuva no telhado. Por falar em telhado, vou escrever o que me der na telha, fluxo continuo do pensamento.

A abóbora caiu no precipício e se esfacelou lá embaixo, servindo de comida para os ratos famintos que lá estavam que, por seu turno, serviram de comida para os gatos que os espreitavam e esses, além de não serem comidos por ninguém, ainda devoraram os passarinhos e depois foram se deitar preguiçosa e felinamente embaixo da sombra das árvores. Mas a mulher viu que os gatos comeram seus passarinhos e foi reclamar com o marido que, para se livrar da chateação da esposa, pegou sua espingarda calibre 12 carregada com chumbo grosso e desintegrou os gatos, quando na verdade queria desintegrar a esposa, que só se salvou por que ele ainda gostava de nham-nhar com ela. Enquanto ainda fosse gata e "útil", ela sobreviveria escapando da sina dos gatos.

Mas eu falava inicialmente da abóbora! Cadê a abóbora? Ah, a abóbora caiu no precipício e virou comida dos ratos que os gatos comeram e que o marido desintegrou com sua 12 de chumbo grosso. Pobre gatos, pagaram o pato, mesmo sendo felinos, não aves. O que que uma mulher chata e gata não faz um homem fazer, não é mesmo? Uma vez eu tive uma mulher chata e gata chamada Amanda que vivia me amando e me incomodando. Até que ela ficou velha e mais chata e eu dei um tiro de 12 nela e fiquei com os gatos em casa, até por que quem gosta de velho é reumatismo e gato e, como eu já estava velho, só me sobrou o reumatismo e os gatos. E a abóbora, a qual eu fazia com guisadinho e comia todas as sextas-feiras ao meio dia em dias de sol, por que em dias de chuva era churrasco, não de gato, mas de vaca, que eu amava deveras os meus gatos e não conhecia nenhuma vaca.

Amanda, cadê você, meu amor? Ah, esqueci, dei um tiro de 12 nela. Mas não matei, pois carreguei a espingarda com bala de borracha. Mas ela não gostou e me abandonou e agora eu estou com saudade. Amanda, usava perfume de lavanda e fazia guisadinho com moranga. Isso, moranga, não abóbora. Abóbora eu faço, ela gosta de moranga, a Amanda. Acho que vou me atirar do precipício. Não, depois os ratos irão me comer, sob o olhar complacente dos gatos, esses ingratos, que esperarão os ratos ficarem gordos e pesados para comerem dois patos com uma bocada só. Não, a Amanda e os gatos não merecem tamanha consideração de minha parte. E os ratos, os patos, os passarinhos e as vacas (nada contigo, Amanda) que se danem. Vou escrever uma crônica para meus 23 fiéis leitores do Recanto e para os 36 que de quando em vez aparecem por aqui como se fossem ratos loucos por abóboras. Os 23 são os gatos. E eu sou eu mesmo. Calma gente, não estou pensando em atirar de 12 em nenhum de vocês. Ainda.

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Era isso pessoal. Toda sexta, às 17h19min, estarei aqui no RL com uma nova crônica. Abraço a todos.

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(Não sei porque eu ainda coloco o link desse blog, eu perdi a senha e não atualizo ele há séculos. Até eu descobrir o motivo pelo qual continuo divulgando esse link, vou mantê-lo. Na dúvida, não ultrapasse, né. Acho que continuarei seguindo o conselho que a Giustina deu num comentário em 23 de outubro de 2013: "23/10/2013 00:18 - Giustina

Oi, Antônio! Como hoje não é mais aquele hoje, acredito que não estejas mais chateado... rsrrs! Quanto ao teu blog, sugiro que continues a divulgá-lo, afinal, numa dessas tu lembras tua senha... Grande abraço".).

Antônio Bacamarte
Enviado por Antônio Bacamarte em 21/09/2019
Reeditado em 21/09/2019
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