Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

                Entre loiras e morenas


         Nada contra as loirinhas. Mas fico com as morenas. Não pensem que as prefiro só porque moro na Bahia. E até podia ser: cá, na Boa Terra, vivem as morenas, mulatas e negras mais charmosas do Brasil. 
          Lá pras bandas da velha África a gente até pode encontrar  mulheres negras mais bonitas do que as da Bahia. Uma coisa, porém, eu garanto: poucas terão o molejo e a graça das meninas da Liberdade, o bairro negro da capital baiana.
         
          Se acharem que estou mentindo ou exagerando, observem, por favor, no badalado carnaval de Salvador, as mulheres que desfilam nos blocos afros.  Elas incendeiam a avenida com sua contagiante simpatia e inigualável beleza.
          Não satisfeitos, visitem as praias soteropolitanas, em dia de sol brilhante.  Em cada metro quadrado, você , meu caro leitor, vai encontrar morenas, mulatas e negras de dar água na boca!  Vestindo biquínis fio-dental, elas são um espetáculo indescritível e inolvidável.
          Se desistirem das praias, deem um pulinho na Baixa dos Sapateiros. De repente você cruza com uma "morena frajola" igualzinha àquela que levou Ary Barroso a compor um samba que, desde 1938, é sucesso em todos os continentes.
           Mas respeitemos os que adoram as loiras. Tanto as que nasceram loiras como as loiras artificiais. Afinal, o que seria do vermelho se todos amassem  o amarelo? 
           É essa velha e irretocável pergunta que põe fim às discussões em torno das preferências, afastando, de vez, a possibilidade da irrecorrível prevalência de uma sobre a outra. 
          Alguém pode perguntar se ao cronista não ocorreu outro tema para alimentar sua crônica de hoje. Dirá, que, no início do Advento, interessam mais os festejos natalinos.
Não seria, então, muito mais oportuno falar de manjedouras, de presépios e dos sinos de Belém? Ou sobre os Shoppings da cidade onde Papai Noel já circula,  sorridente, levando a meninada às compras. Respondo deizendo que ainda há tempo para as crônicas de Natal.
        Quero, entretanto, repetir, que nunca é demais falar sobre a mulher.  Elas estão sempre na ordem do dia. Discute-se se elas são brancas, mulatas ou negras; se são feias, bonitas, magras, gordas, educadas, mal-educadas, meigas, atrevidas, etc., etc., etc.
      Não por acaso trago as loiras e as morenas para minha crônica.  

          Faço-o porque, segundo o antropólogo Peter Frost, da Universidade de St. Adrews, na Inglaterra, "no fim da Era Glacial, as mulheres com cabelos loiros e olhos azuis tinham mais sucesso em atrair a atenção de potenciais parceiros sexuais do que as morenas".
         Significa, que o homem das cavernas já preferia as mulheres loiras.  Esta notícia, claro, deve ter envaidecido as loirinhas. E por que não?
          Li este despacho para minha amiga Moema. E ela, cujos cabelos mais parecem fios d´ouro, ficou embevecida. E, mais do que nunca, passou a cultivar a lindeza de suas longas e olorosos madeixas.
        Mas diz o jornal britânico The Independent, que "na opinião de alguns especialistas, a situação agora está se invertendo, com os homens sendo mais atraídos pela inteligência de uma mulher, uma qualidade que associam mais às MORENAS do que às loiras".
          Fiz questão de transcrever, na íntegra, os dois  despachos, para deixar claro o porquê  da minha preferência pelas morenas. 
         Deixei minha amiga Moema continuar certa de que está abafando. Até porque, apesar das suas doiradas tranças, ela não é, apenas, uma mulher  bonita: é também uma mulher inteligente e culta!!!

        


        
Felipe Jucá
Enviado por Felipe Jucá em 26/11/2007
Reeditado em 13/09/2013
Código do texto: T753817
Classificação de conteúdo: seguro
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Felipe Jucá
Salvador - Bahia - Brasil
670 textos (181661 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/12/17 16:05)
Felipe Jucá

Site do Escritor