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A POLÍTICA CANALHA ATACA

O inimigo ataca. Está atento e forte.
Lança e fere, trama e mata.
Divide os homens e recolhe o lucro,
o fruto, a grana.
São tramas dos carapálidas,
suas manhas e mutretas.

Confira!
Tudo o que respira conspira*.
O poeta ensina a tentar de novo.
Gerar o novo.
É preciso sair do laço, do alvo,
tirar a morte do encalço,
sepultar os mortos que rodeiam
não podemos ser reféns da morte*.

A política canalha continua atenta,
atuante.
Ela rouba, engana, aponta, apronta,
distorce...
Está impregnada de morte
Ela amarra o povo ao poste,
atrasa a nação.
Impede o país de ser forte.
Falseia, avilta, distorce,
e ajusta tudo aos seus interesses vis.

É preciso ir além do cercado.
Romper o pelourinho, derrubar o trono,
destituir castas, burgos...
Ir acima deste vale de almas penadas.
Respirar fora do teto baixo das imposições,
restrições, preceitos e leis
que impedem o povo de brilhar
e ser mais que lombo de chibata, açoite.

Ah! E os preconceitos. Sim!
É tempo de destruí-lo todos.
Romper o cerco, armadilhas, amarras.
Sair da caverna.
Despertar. Estar vivo e atento,
não dar folga à morte.
Fincar a cunha em qualquer nesga de luz,
e rasgar as trevas.
Romper regras que negam igualdade
que restringem direitos
que impedem ações e adiam conquistas.

* referências assinaladas do texto são de Torquato Neto.



cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 13/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T33914


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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2 e-livros (241 leituras)
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