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Nu, sob os lencois...


A noite muito quente me faz ir nu para á cama. Nessa hora fecho meus olhos, mas o sono não vem e o vazio no colchão ao meu lado, sob o lençol, me incomoda. Sinto uma dor pungente na alma, porque você não está aqui comigo.
De olhos fechados deixo que meu coração viaje. Que ele corte os ares, sobre mares cintilantes e calmos, se separe de mim e da dor que sinto. Que chegue até um lugar muito distante - onde você está - e se entregue ao seu bel prazer. Sua imagem, que domina o meu pensamento o tempo todo, vai ficando opaca. Um esgotamento muito forte, trazido pela ansiedade, toma conta de mim. Tenho um sorriso cálido nos lábios nesse momento. Um sono calmo toma conta de mim enquanto penso na mulher que amo.
Pouco depois você chega e me vê ali deitado. Tira sua roupa, com calma - esse seu terninho branco - e a deixa jogada pelo chão. Entra sob os lençóis, bem devagarzinho, e deita o seu corpo ao lado do meu. Chama o meu nome, com muita doçura, faz meus olhos abrirem e te ver.
Nós nos entregamos á abraços, apaixonados e cheios de desejo. Trocamos carícias demoradas saboreando a doçura desse momento. Sentimos ardores divinos em nossa alma, causados pela paixão que nos domina. O nosso ventre queima, com o gozo da nossa carne, nessa hora de posse e entrega.
Um raio de sol invade o meu quarto, e machuca os meus olhos quando os abro. O mesmo vazio, no espaço ao meu lado, permanece. O lençol está molhado pelo suor do meu corpo, que viveu uma noite de amor solitária e minhas pernas meladas pelo jorro da ejaculação que tive sonhando com você, minha doce Poetisa!
 

CARLOS CUNHA o Poeta sem limites
Enviado por CARLOS CUNHA o Poeta sem limites em 21/11/2007
Código do texto: T745793

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Sobre o autor
CARLOS CUNHA o Poeta sem limites
Japão, 63 anos
369 textos (438766 leituras)
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