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É Natal, nada como sexo meio selvagem...

Cansado da agitação da vida urbana, ele largou o emprego. Comprou um grande pedaço de terra, á beira do sertão, e se mudou para lá. Via o carteiro uma vez por semana e ia à mercearia uma vez por mês. No mais, paz e tranqüilidade.
Depois de seis meses, já em dezembro, alguém bateu na porta. Ele abriu e viu um homem barbudo, enorme, que disse:

     - Eu me chamo Teodoro , sou seu vizinho e moro 20 quilometros adiante. Tem Festa de Natal lá em casa, sexta-feira. Começa ás cinco, você vai?

Ele se entusiasmou e respondeu:

     - Ótimo, depois de seis meses por aqui, acho que estou pronto para conhecer umas pessoas. Muito obrigado, vou sim!

O Teodoro começou a ir embora, parou e disse:

     - É o seguinte, vai ter bebida.

     - Sem problema. Eu gosto de beber.

Novamente o Teodoro ameaçou ir embora, parou de novo e novamente disse:

     - Olha, também pode ter briga.

     - Tudo bem, eu me dou bem com as pessoas e acredito que não vai haver problemas. Mais uma vez obrigado.

Teodoro continuou:

     - É que pode ter sexo meio selvagem...

     - Também não é problema. Eu estou aqui faz seis meses sem dar uma. Mais um motivo para eu ir. E me diz uma coisa: qual é o traje?

E então o Teodoro respondeu com uma cara marota:

     - Você que sabe. Afinal, é só nós dois que vai ta lá.


CARLOS CUNHA o Poeta sem limites
Enviado por CARLOS CUNHA o Poeta sem limites em 22/11/2007
Reeditado em 22/11/2007
Código do texto: T747155

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Sobre o autor
CARLOS CUNHA o Poeta sem limites
Japão, 63 anos
369 textos (438759 leituras)
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