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Baião da alegria depois da chuva

De tardinha, quase noite,
escutei uma passarada,
mais tarde fui pra boate
c’ a cabeça alegrada,

lá falei pro meu amor
como era o canto ouvido,
meu amor é cantador
repetiu-o no ouvido

só que colocando música,
que compôs na hora agá,
provocando meu chamego,

e isso tudo a letra explica,
quem c’ a alegria se dá
nunca ao amor é cego.

Sim sou cantador, não nego,
tu és minha inspiração,
tudo que respiras pego
e transformo em canção,

o que a passarada disse,
é que é época de fartura,
e você querida Eunice
sempre é uma belezura,

noite é noite, dia é dia,
és beleza luzidia,
a esperança nunca morre,

córrego é só correria,
se chover bem mais que um dia,
que se diz que a seca morre.

Essa lágrima que escorre
pelo rosto meu amor,
é uma alegria de porre,
acabou-se a nossa dor,

chuva aqui nesse sertão,
faz vida virar zoeira,
pois alegra o coração
e diminui a poeira,

a poeira agora é terra
onde semente se enterra
para virar plantação

que a toda tristeza encerra,
flor desse chão desenterra,
vem dançar, meu bem, baião.
Fabio Daflon
Enviado por Fabio Daflon em 11/07/2018
Código do texto: T6387064
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fabio Daflon
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 64 anos
3705 textos (98411 leituras)
14 e-livros (109 leituras)
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Fabio Daflon

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