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SEPULCRO DE UMA DÉCIMA NOITE

A Décima Noite de tantas primaveras vividas enclausurada num tumulo
Tumulo não feito de pedras, mas com o desejo ardente da felicidade
Felicidade que se foi por não admirar a mais bela das estações
             Estação primaveril de flores sem pétalas
             De rosas sem aroma
             De jardim turvo
Primavera que aos poucos se desaparecia e reaparecia com o arrependimento vulnerável que igual a um bumerangue não consegue firmar o seu destino
Décima Noite de tantas outras... Mas, sem o reflorescimento da flora e sem nada para cultivar
Décima Noite numa sepultura sem fim que aos poucos deixo enterrar um pedaço de mim.
Décima noite sem ósculos e sem amplexos num prenúncio da infelicidade sem fim.
Décima Noite que não nos livrará das lágrimas que substituirão as pétalas do sorriso da mais bela flor.
Décima Noite que empurrei para o abismo e acabou caindo no jazigo.
Décima noite com espinhos fora do caule
Décima Noite triste, infeliz, mal-amada, sem mais esperanças...
Décima Noite afundada na tumba dos meus erros.
Décima Noite...

***Sentindo-se culpado na Décima Noite do fim da estação da Primavera de 2018
Jorge Axé
Enviado por Jorge Axé em 10/12/2018
Código do texto: T6523830
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jorge Axé
Gongogi - Bahia - Brasil
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Jorge Axé