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Ilógica

Racionalismo... Realismo...
Razão... Lógica...
Tudo isso é a confrontação com fatos:
A Vida é o que é,
As coisas são como são,
As pessoas são quem são.

É preciso um desnudar-se de tudo:
Dos preconceitos,
Dos pré- conceitos,
Das regras e leis,
Dos dogmas e doutrinas,
Das crenças e ilusões,
Para enxergar a realidade assim,
Tão nua, crua,
Sem sal, sem açúcar...

Todo mundo acredita em alguma coisa:
Todo mundo cria ilusões pra si mesmo,
Para poder acreditar em alguma coisa...
Não há sonhos sem crença:
Nem objetivos,
Nem metas,
Nem propósitos,
Nem sentido...
E crenças são meras ilusões!

Todo mundo se ilude com alguma coisa...
Todo mundo arruma um jeito de dar sentido
Ao que não possuí sentido algum!
Viver é uma merda sem sentido!
A Vida é besta
E o mundo medíocre!

Façamos de conta que há alguém lá em cima
Olhando por cada um...
Que o Amanhã existe...
Que o Ontem possuí algum valor...
Que há propósito nestas meras existências,
Prisioneiras de suas rotinas tolas,
E vamos continuar fingindo que existe
Algum sentido nisso tudo,
E digamos 'amém' meros mortais tolos!

Nem permita-se errar:
descerás ao Inferno!
Nem permita-se descobrir o que é certo:
É o que o discurso disser que é!
Nem se permita acertar:
Alguém sempre virá dizer-te:
"- É errado!".
Não ouse sonhar:
Teus passos serão guiados por ilusões.
Não ouse crer:
Quem pode saber o que é ou não é?
Não existe nada crível...

Mentes mecânicas,
Sentimentos mortos,
Vidas artificiais:
Enganem-se diariamente,
Cotidianamente,
Mutuamente!

Faz de conta que um novo dia raiou,
E novas possibilidades irão acontecer,
Na sua rotina de roda de ratinho branco!
Faz de conta que você é amado,
E que o outro não pode viver sem ti,
Embora  por quanto tempo, viveu sem ti antes de
Conhecer-te? Se é que te conhece...

Faz de conta que aquele objetivo ali adiante
Trará total satisfação:
Eis a recompensa do empenhado!
A satisfação se mede
Até o próximo descontentamento!
Faz de conta que você é realmente importante para alguém...

Faz de conta que és totalmente compreendido,
Calorosamente aceito assim como és,
Admiravelmente único!
Faz de conta que és o que mostra ser...

E quando deixar de ser um poço fundo de sortilégios,
De manjares e dádivas,
E não passar de uma simples poça no asfalto,
Olhe envolta e perceba:
Tudo e todos são meras criações
De imaginações carentes,
Solitárias e vazias...

Quem tem fome um dia sasseia-se...
Quem deseja um dia se cansa...
O braço que se estende um dia perde força...
O coração que capota perde interesse...
Iluda-se que é necessária,
Útil,
Apreciável ou que tem realmente algum encanto...
Sonha acordada...
Nada sobrevive sem algo real e sólido...
Ninguém vive apenas de possibilidades e incertezas...
Ninguém sobrevive assim...

Seja o modelo da extrema felicidade,
Realização e alegria,
E nunca conhecerás a solidão silenciosa...
Seja o que todos querem que sejas,
E sempre estará bem acompanhado!

Teus sentidos só servem para a finalidade que lhes cabem...
Pegue sua percepção e guarde no fundo da gaveta
Porque ela não te serve de nada além de alimentar
Essa dor insistente, que te bate na cara
E insiste em dizer:
- Tudo é falso... Tudo é mentira e ilusão!

Ninguém dá nada de graça a ninguém:
Todo mundo quer ganhar alguma coisa!
Se ainda serve, servido serás assim como usado também...
Se não serve, vira alimento para o fogo ou
Para o Mar do Esquecimento!
Shimada Coelho A Alma Nua
Enviado por Shimada Coelho A Alma Nua em 08/11/2019
Código do texto: T6790053
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Shimada Coelho A Alma Nua
São Paulo - São Paulo - Brasil, 48 anos
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Shimada Coelho A Alma Nua