Quase nada

A primeira decepção,

o último tremor na voz

e mais um trago amargo.

O primeiro sonho azul,

a última declaração de amor

e mais um copo liquidado.

Lembranças, sombras,

esperanças de um futuro agora.

Sacrifícios de um espírito

sem boas memórias.

Versos verdes

que não dizem nada.

Olhos tristes

e boca

praguejada.

Quando o dia acaba,

preza e fera

voltam

a ser

colher e garfo

nunca usados.

Dil Erick
Enviado por Dil Erick em 29/09/2007
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