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POESIA SEM PRESSA (espaço reservado para certos momentos)

AQUI JAZ UM POETA


Se fosse meu amor um amor recém descoberto,
De certo, as tuas mentiras ressoassem bem melhor,
De certo essa tua raiva passasse bem mais depressa,
E sem pressa, de certo você enxergaria ao seu redor.
A amiga não traiu a amiga, pois nem isso eram ainda,
Eram apenas duas faces separadas no destino teu,
A amiga, não ainda tão amiga, não traiu a ninguém,
Pois, não se trai um amor que nunca a ti pertenceu,
Não há raiva de mulher contra mulher,
Pois, o amor de uma, na pouca convivência morreu,
E o da poeta, foi destruído pela tua ignorância.
Pela tua inconseqüência doentia e tão freqüente.
E nada teria se repetido não fosse a tua insistência.
Em fazer reviver algo que há tempos estava no passado.
Tua irremediável invalidez de sentimentos não vence a noite,
Apenas insucessos tangíveis e repetidos, já tão comum a todas.
Se buscavas a verdade, não trarias em ti tanta falsidade,
Nem tão pouco, deixaria o poeta agora em tal situação,
Haja vista, que é o homem a causa desta humilhação,
E as mentiras só revelaram a mulher à tua mísera condição,
Pois, não se invade aos lares, trazendo-as na bagagem,
Nem tão pouco, saem levando vantagens no coração.
Falar em mudanças interiores coisa que parece fácil,
Prová-las o homem, para a mulher e a poeta, nunca soube.
Fosse essa amiga uma falsa amiga, como dizes tão veemente,
Nada ela teria falado, teria por certo deixado a poeta no poço.
Sendo a inteligência a total prova do que eu hoje te digo,
Não mais desejo um inimigo tão falso amigo, quanto incapaz amante.
Então não use a raiva para algo que somente em ti é constatado,
Como quadros pintados com sangue em natureza que nunca existiu.
Existiu sim, a grande mentira que o poeta contou do homem,
Para uma história que nasceu com pressa e morreu tal qual,
Pois, a máscara deixou-o à mostra e o homem ali mesmo sucumbiu.
Não deixando agora, qualquer lembrança para homenagens póstumas,
Uma vez que somente a metade deles, é quem anuncie que já partiu.
Não há paixão, tão pouco medo, pois não se é tão pouco arremedo,
Nem de mulher, nem de poeta, é apenas a união das coisas certas,
Das verdades que apareceram, sem que pudessem ser evitadas,
Apenas a constatação de que homem e poeta são seres distintos,
Existiu sim, algo egoísta e vil, sem qualquer significado no homem,
Visto que, o homem de dentro da alma do poeta, nunca amar se permitiu.
De alma e espírito, quem somos para sequer querer julgar,
Muito mais, quando não se sabe cultivar tamanho sentimento,
Pois, não se doa amor a um coração que não sente,
Quando não sente o coração, aquela pessoa,
Não se atrai aquilo que não sente o coração,
Quando o coração, não crê nesta pessoa,
Crêem os corações em Deus, pela sua magnitude,
Porém, não iram crer em poemas e frivolidades,
Crêem os corações até na tristeza de uma verdade.
Não crêem e não convivem com tanta hipocrisia,
Pois, quem dos fatos nada conhece,
Há de ver em ti apenas uma pobre vítima.
Ignorando assim por completo, o teu disfarce.
Fosse esse amor um amor cristalino,
Feito de alma, amor e carinho,
Fosse esse amor algo em ti existente,
Não serias tão contundente e ferino,
Mostrando que idade é por ti preconceito,
Olhe no espelho, homem e poeta hão de fugir,
Da imagem que por certo há de se refletir.
Não só pelas mazelas do corpo como o da mente,
E porque não dizer, os da alma já tão manchada.
Por tantos erros sempre repetitivos.
Fosse tua raiva que sentes de nada, por nada,
Não estarias poetizando tão triste acontecimento,
Estaria sim, tentando aceitar como consumado,
Mulher e poeta são hoje de fato mais do que unidas,
Não pela dor ou pela raiva, que hoje a elas transmite,
E sim, pela mão amiga estendida uma para outra,
Num momento de uma constatação tão dolorida,
Homem e poeta ao pó estão por fim reduzidos,
Passado, presente, tudo foi destruído.
E creia, nada mudará este presente que a elas ofertou,
Naufrague agora em tua presente decrepitude,
Pois, não se ilude na vida a própria verdade.
Quem nesta vida jamais amou.
18/11/2009

“ A mulher e a poeta, não só são de verdade, como também não dão qualquer valor a coisas ou fatos pequenos”

“Fazei aos homens tudo que queirais que eles vos façam" SMateus Cap.VII V.12”

“Semeie a vida com o amor e colhereis bons frutos”


Mas como diz um velho ditado: “ Quem semeia vento, colhe tempestade” (nem sempre calar é a melhor solução)

 
Sonia Ferraz
Enviado por Sonia Ferraz em 18/11/2009
Reeditado em 17/07/2016
Código do texto: T1930614
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Sonia Ferraz
São Paulo - São Paulo - Brasil, 64 anos
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Sonia Ferraz