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A POLÍTICA CANALHA

O inimigo ataca. Está atento e forte.
Lança e fere, trama e mata.
Divide os homens e recolhe o lucro,
o fruto da sua gana.
São tramas dos carapálidas
e suas mutretas.

Confira: tudo que respira conspira,
portanto, Torquato Neto ensina:
Vamos tentar de novo
não podemos ser reféns da morte,
viver rodeado de mortos.

A política canalha julga,
falseia, aponta, apronta, distorce,
engana e destrói,
está impregnada de morte.
Amarra o povo, o país, a nação
aos seus interesses vis,
avilta, distorce e junta mais capital.

É preciso navegar,
ir além dos limites, romper cercas,
derrubar tronos e castas
ir em frente,
além desse bosque de almas penadas.
Romper esse teto baixo de imposições seculares,
de preceitos e preconceitos.

Ah! Os preconceitos, sim,
temos que destruí-los todos
traze-los da caverna do ser à luz
É preciso ser lampião, corisco, conselheiro
e preciso estar vivo e tentando sempre,
não dar folga,
fincar a cunha em qualquer nesga de luz
acender a tocha e iluminar a cidade.


cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 15/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T34607


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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