DIAS SOMBRIOS


Em vão busca-se descobrir os mistérios
Existentes entre a aurora e o crepúsculo
Estão aí, crescem e aborrecem
Apesar de tantas verdades expostas
As interrogações permanecem.

Cada crepúsculo mostra o encerramento
Do ciclo diário que se finda
Dando-nos a visão de dura realidade
Da luta insana pela sobrevivência
E seres humanos mostrando sua maldade.

Todos os dias uma nova esperança
Faz-nos acreditar que vai ser diferente
Mas novos tormentos, dardos malignos
O dia revela, a noite tenta esconder
O mau cheiro dos atos indignos.

A nostalgia que traz o pôr do sol
Já não traz o romantismo de outrora
O trabalhador cansado não tem certeza
De voltar para casa em segurança
Reencontrar a família, em paz, com nobreza.

Oh! Quem me dera poder voltar
Aos tempos idos sem violência
Não precisar ver tantos atos tiranos
Sofrer por não poder resolver
Atrocidades praticadas por seres humanos.

Poderíamos viver dias de alegria
Não fossem as repentinas noites desesperadoras
Estamos a pagar o preço da impunidade
Que incrivelmente parece continuar
Por negligência de autoridades.

Sofremos com dores fortes
Dores físicas, dores emocionais
Precisamos de um basta. É demais!
Elas já não cabem dentro de nós
Quase todos os fatos e notícias são fatais.

Urge que se faça alguma coisa
Concreta, que traga solução
A rebeldia e a força corrompem
Mas a busca de Deus e seus princípios
Podem mudar o coração do homem.