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ALUCINADA ESCRITA DOS QUE AMAM

Desvirgino o verso como quem sabe
dos segredos: Pátria é esta mulher
em que mora a inocência.
O que sabemos de Ti se estamos de olhos
roxos, criando vultos de ausências.
Nós, aqueles de insólit(a)rota,
os que ainda fiam-se na esquina próxima,
cansados de (ex)pulsar demônios
em seus rotos vestidos de anjos.
Na permanente canção do tempo
nem o temor das perdas.

Pátria é a trincheira dos encontros.

É o fanal doido, inscrevendo a ironia,
sardônicos arabescos por onde passa.
Empolgado de luas, chora o violão.
Dentro de nós, os videntes do Nada,
o espírito cochicha o luminoso facho,
olhos fitos no conto-esperança.
Cantemos na voz dos cristais,
espargindo sombras: esmeraldas toscas,
auriverdes do nada.

A liberdade se autodesenha:
alegre dama da noite, nos cubículos, nas favelas.
Oxi(gênios) fogem do rio escuro.
No cais maduro, apenas peixes luminosos.

Pátria é o aquário em que se aprende a nadar.

Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre: Alcance, 2005, p. 63.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/40630
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 05/08/2005
Reeditado em 04/05/2008
Código do texto: T40630
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
3587 textos (903478 leituras)
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Joaquim Moncks