VENDE-SE O RESTO

VENDE-SE

Vida , magestosa vida com suas curvas de dor e sofrimento

Renega o tempo com cárceres

No quesito de ideologias impróprias

Certamente eu estou mentindo, com ironias agastadas

Castas palavras de amor, eu rogo aos pobres de espírito

Relentos na trova alma

Amargas premências da hóstia

Oliveiras prematuras na carne, que sangrando aprimora o verbo

De um suspiro sucumbido que brinda com cortes

Lágrimas de regojizo de crianças acarinhadas

Mortal incompleto trotela a verdade

Repudia teu nome com sangue no olhar

Construa sua própria cultura sem influência terrena

Aterrorize palavras que você gosta de ouvir

Incremente momentos com o silêncio

Escreva palavras que você nunca ouviu

Faça desenhos complexos e sem rosto, rubricas no gosto de fezes

Ferrugem pequena no céu , imagem do sol encoberto

Te dei a resposta por medo de não ter silêncio na voz, ronque...

Compre mentiras rabisque seu nome

Não leia o que eu vejo, pois almejo teu medo

Merda xinguei a vida no erro

Espere um pouco que seu nome, ouvirá

Meretriz acanhada, assanhada se impõe

Imponente a vida desfila sem razão

Aglomera perdão para almas sem tom

Trobei com pequeno , orgulho

Na morte do velho, conselho sem lente; menti eu sei

Más quem não mente...

Eu gosto de quem não tem vida

E sai pelo vento á vivenciar porcarias, filosofias impróprias ao tom

Tomara que o sol não se ponha e a lua se ponha a brincar

De pique –esconde ao fundo de montanhas sem nota , sem cor

Prometo que nada prometo

Promessaa de nada me serve

Serventias não peço a ninguém, pois não tenho por nada a mão

Nem sei se sou provendido de algo que nunca pensei

Com certza não faço por mal, minha arte é assim sem malícia

Eu sou pobre,’ más sei disfarsar absurdos que eu vejo no ar’

Eu não quero atestar hipocrisias por isso te digo mentiras

Crases pequenas eu compro, você tem alguma pra mim

Seja prático(a) e venda teu dom

Comprometo-me a não te roubar, confia-se no tom da palavra

Dê um titulo a estas querelas, uma palavra apenas é tudo

A você invoco este dom, de um tom de harmonia a isto

Que fiz sem promessas nem cau

Venda-me ao menos um pouco de arranjo, a você deixo a palavra

Arrume a palavra que eu compro.

ANFÍBIO

Sacrifiquemoso bezerro dos mancos

Na oligarquia temática do corvo

Cansado das trevas do coma, mantenho a cortina no tema

Conte-me quantas vezes morrerás

E agora soletre seu nome

Aquele que a você resume-se

Constipando-se na seiva da arte

Articule seus pais e avós

Subtraia em si um anônimo

Vegeto na carne de um sapo

Eu comprei uma boneca quebrada

Que nunca disse seu nome

Pois sabia o seu ser inexo

No esdrúxulo calmante dos homens

Pensar ser um sábio anfíbio

Cuspir na língua de um sapo,equivale viver socialmente

Valer-me-ia apenas ser morta

Vendendo assim meu enterro

Ergueria a própria santidade em pilares de inclusão

Que a vespa inventa para enfocar o mar

Na seda da morte arcaica em substituir a vida

Subjugando a mim “mesma”

Construo o vestuário do veneno histórico

Da vespa humana.

OBSERVAÇÃO

O copo de vinho invade o privado, em busca do tempo perdido

Desnudam Johannes Vermer

Eloqüente leiteira que apressada se erra

No delito de imagens o pão é sem vida

E o fundo é de outros

Os croquis são de alma

A janela se altera nas testuras plácidas

O cotidiano balança nas mãos da mulher

Jubileus de trombetas, tapetes de sombras

Trilhando pedrinhas, á pular sobre a mesa

Otecido é nobre, a mesa vidente

A cadeira ouvidos, observa o quadro

A viola é esquerda, a direita de um homem

Um vidro na máscara de mãos lentas e afáveis

Suplicando um privado invadidos por tolos, que olham pro copo

Um copázio de casas,chifurdadas na tinta

Entorpece a verdade, encoberta no chão

Que imundo se espande sobre um lenço de grades

Que confinam o exorbitante de um azul ao canto, que exalta clarezas

Rivalizando estaturas de um instante contemporâneo

Na vida domestica que desconcerta e aprisiona a observação do impróprio

Provocar um cavaleiro que aguarda de pé

Na mentira de Chevantes contrárias, ele está desnudo por ela

Ela o pertuba com sua paciência

A jarra branca insinua anseio

A multidão se aglomera no chão, no equilíbrio de astas

Ganha-se o tempo, no embaraçoso da conversa

Vazia e sem acadêmicos , na bagunça de um velho público

Inpressões impostas na rasa profunda, encenadas no mesmo

Homõnimosde bons exemplos

A arte da pintura seduz a clientela, no deslumbro de mentiras

A miséria de cores e texturas atingidas pela luminosidade de um mundo realista

Que ipnotiza-se no engano de pintura própria em seus truques e trunfos de gênio

‘Maturo a opostos’ de uma cama escura

Circunflexos de ratos na confecção de uma caixa com abertura

Por onde entra cálices enbebidos na escola de Delf

Bêbado na cidade de mortos no declineo da decadência

No negocio da pintura, naturezas mortas de tendências

Aquitetônicas cenas mudanas assimiladas a um brilhantismo singular

Que se acrescenta no artifício ótico na corrente de quadros

Fadado a permanecer sem soluções

Dono de uma hospedaria aspirante comerciante da arte

Sograva quinze filhos

Se converteu na mulher de vagas especulações

Obscurece opostos ao mesmo.

UM PLACEBO CHAMADO TOBIAS

A comédia ilária de ser uma mosca pertubava indeterminadamente Tobias, que quase não tinha reflexos; vez ou outra era engasgado por loucos.

Ele era um sábio, viajante no icógnito de sátiras; jamais se uouviu a voz do mesmo que era entregue ao seu trabalho, venerava passos seguros a cortejos, costumava velar seus fregueses.Nele só se conseguia encontrar obtusos, resmungos e numca se soube ao certo o que pensava.

Morava num cômodo pequeno e turvo a um canto do cemitério; soube por vozes que ninguém jamais entrara em tais aposentos. Certo de seus distúrbios,Tobias ficava sentado junto á mármores negras.

Vigiava cada passo do sábio e ao longe, poderia se dizer: lá esta um pedante sem asas .

__ Ei senhor podes me dar uma informação ?

O mesmo em silêncio ficou atônito a espera de uma resposta.

Parado as costas ele parecia esperar a pergunta! Quebrando assim um graveto a que se apoiara, desatou a chorar.

Vendo tal cabala desencadeada continuou seu destino , dias e noites de pá em punho alongando a cansada corcunda que parecia um ovo gigante, ao qual habitava um dragão. Seus pés inchados pareciam envenenados, por meio de um rosto seco e enrugado. Sozinho pensava detestar crianças ; ninguém gosta de ser preso num vespeiro de víboras, por parte compreendida por ele.

Todos amedrontados por qualquer movimento novo.

__ Veja! Não – a derradeira batucada da pá.

__ Silêncio crianças o velho vai encerrar.

Ele tinha duas certezas: ser dele tais palavras, ser velho e pouco assado. Armou um plano para encontrar silêncio. Sozinho desvendouo mistério das almas penadas, ao que lhe tinha pesado cruéis façanhas;no entanto fáciu não seria derrubar aquela mosca.

Na noite em que completou anos ele, levantou-se de seu sarcófago de plástico , alçou o muro, como arcanjo sem asas e já em meio a setas cruzadas cuspiu seu rancor.

Um condor à mangueira, as vezes um mero inseto, de lá se jogou quebrando espadas, no arco de flechas armadas por ele, em meio a cordas repetidamente no suspiro das almas. Um grito ecoou, o ronco se foi a pular precipícios , astecas talvez, no gênero do anônimo , extremista, comuns ao direito do obvio , de ensaios a nada, justificados a inicio.

Monumentos parados em pretexto respondem , ao pensar de uma mosca.

__ Já estava na hora, aquele velho se passando por coveiro, mal sustentava o peso da pá a ele premiada.

__Más prometo te levar na casa dele amanhã!

De certo o que se sabe é que o menino cresceu e se tornou um asno familiar. A família toda,foi para a casa do falecido Tobias, onde ficava as cordas ele bem sabia,naquele gigantesco castelo em meio a extremidades recorreu ao túmulo. Emaranhado com faces e gestos só distinguiuuma corda, corcunda e sem tom. Requintes de crueldades dissiparam tal imagem.

Estirado no chão , esquartejado e sem dotes, o pescoço desaparecerá.

Uma mosca o rodeava, para em fim deleitar-se. Assim como é outono, na descrição de folhas amarelas, que começam a cair;nas mãos da vertida prole.

O Jardim

Eles bailam sozinhos ,os olhares são tortos

Ela não é vista

Um pequeno elefante a alcança numa longa manada de impulsos

Sob a cama ela disfarça, sua enclausurada imagem

Num terremoto de pérolas nuas e sem brilho

Ela caminha em meio a luteros

E a menina estranha se aflora no ódio de algo sem lágrimas

Perdidas por falta de tempo

O horizonte distante a convida

À perfeita estatuetas de pedras

O muro enfileira palavras e a menina responde com o tempo

É chegada a um quarto sem berço onde todos se dizem espertos

A janela comtempla um cavalo

Castas palavras de enterro

Carrega a menina mucamas

Braços estirados em asno

É o rosto estúpido da sombra

Correu a protestar-se a um canto, dispersa encontrou um segredo

A seva morta sangrava grata despia-se do sol

Sonâmbula acompanhava meus gritos

Grisalha corcunda sem teto

O retrato é incerto e a mulher lá está

Dessecado um incesto

Amigos não existem

No pulo da corda, as escadas distantes disfarçam um monge

O corcunda chegou vestido de fera

Olhou-a no deslumbro de miras

Na seiva de um pedaço de terra, aceitou o trabalho da chave

Passos lentos correram na réuva , o ciúme em si era nulo

Deu-se então uma mágica

Voltar uma hora de espanto na caricia de mão soberbas

Em coma parábolas de paz,um choro de graça na massa

Devolvera a vida aos mortos

Toscos abraços, inquietas palavras

No explendor de um jardim, antes morto em passado

No aborto da alma, floria e cantava a forma completa de um mundo

Secreto de sonhos.

O MERMO

Detalhes de um pôr-do-sol na mágica de inventar passaportes

Que relatam a morte da Rússia , No come de passados limpos

Na morbidez por meios de palavras abstratas ao ponto do argumento

Sonatas falantes e encabuladas

Cabelos cobertos de falma

Fascínios de cobras...ostracismo

Moneras renegam a força

Cabide elege um bromo

Conselhos arcaicos em fonte

Fonemas em cartas de esteio

Modorra elegante de corvos

Poeira de pérolas , fileiras de corpos no céu

Celeiro de damas infladas, circunda em deduso de campos

Cobertos de porcos, na praga de contos

Sereia de falhas imunes, merenga capenga de sorte

Penumbra de sombras

Brumas de podres sementes

Cortejos infalsos na lua, morrer na elegância da fala

Morrer na sintileza da força

Estreita cabala do ventre

Venudo encorpado de Sales

Solenes cortumes de urubus

Buscando o defeito do limo, no timbre errado de Mera

Severa alcova de brumas

Mecenas alturas de santo

Sudário ministro do sono

Monocultura de estridente Confúcio

Orquídeas de lodo em enterro

Morticea capaz.

O CANTO OLENTE

As ancas hipocondríacas dos porcos

Alejados em delito de cumes e surtos

Em curso inerente da força em ultrje

Matar um cestinho de flores

Condenar a parca sensação de alegria

Com gritos arcaicos de aturdir o morto

Propenso a uma arcada fechada

Castrado na seiva de canos

Cânones,matronas largatas, algatas

Fragatas tenazes temendo a morte.

CIFRAS

“ Eu sou um pesadelo que não se cansa de acordar’

Vou paraçlizar os loucos que dormem

A mensagem que se passa é o amanhã

Comam as medulas que se arrastam ao céu

Sepultem as orças escravizadas

Gratificar-me-ei com um par de verdades

Calço seis dedos sem nome,imvisto pouco no desprezo

Desprezo tudo que me acanha,canhota eu pulo as janelas

Sem notas eu finjo um sossego

Sozinha contempla alegria da invisibilidade de mundos

Muda sustento um grito, gripada dispenso o catarro

Rompimentos se movem no ar e os dedos cansados se quebram

E o quadro demonstra equilíbrio

Cansada eu caio na distância, acompanhada eu estar viva

Divisam , acompanham o grande mestre

Garfos discutem um destino o netinho acompanhou o desencontro

Gargalhadas ultrapassam as paredes e quem quiser que degole a língua

Estrofes e parágrafos que combinam, na função do fingimento esgotado

Dotados dispõe da miséria ; dar-me-ia pernas de pau

Para ver o encontro do maestro trucidado ele elege o desalento

Na refeição consumida por glóbulos

De fezes restritas a dependência , e o clássico me pede a mentira

De aglomerados antagônicos a nada

Disponho de falsas gorjetas, humilhadas constroem castelos

Na destilação de baratas

A intriga compõe a passagem

A compota dispõe de latrocínio, o raciocínio contorna o nada

Uma força me envolve na noite, no sussurro de monstros alados

Eu contemplo a ironia com suas hipérboles

Numa hipotenusa composta por cifras

A fraqueza do homem se impõe cascatas diminuem o fraque

Imagine a voz do silêncio na qual o humilhado se erradica

Cansada eu finjo gritar dotada de humilhados epígrafos

Grito

Morte

Epígrafos

Fonemas

Furúngulos

Contendas

Dispensa , registros.

Escreções

O repulsivo dos contos me infere

Secreções se espoem na fertilidade

Escreções na leitura de fezes

Desatinos de um jovem traído

Este é o tema da estratégia

Na devorada confraria das espadas

O doente Molière se rejeita na reação ao continuo

No corpo da mente de velhas feridas

Opostas ao secreto ensinando o belo

A ler renascentistas

E o comboiom partiu a expressão nódoartica

A canificina de protagonistas sobreas

No aborto corporal da imagem

Do sexo no caos da violência da exclusão social urbana

Que hoje subjugou patamares, de falhas na escatologia de ásperas palavras

Eu conjugo mentiras a Rubens Fonseca

Eu deseco a tua imagem franzina que ao fundo petrifica um compor

O corcunda cansado da corja esbanja escrementos a uma doutrina

Ao fim do mundo em sua sobra que a fonte seca brutaliza

Na estratégia da frieza repulsiva

Na critica profética , na ética de um estilo

No estimulo da pasmaceira, pintarm duvidas no escritor

Na parrificação de um quarentão , a representação e de cortumes

O consumo é de verdade, no imune das palavras

Na qual o seara dispõe de sombras

Na isumação de distúrbios a estante é perene

E o nobre dispõe da arte na qual o vinho embebe charutos

No cansaso da paciência de leigos

Na nutrição de parágrafos, para um feliz ano novo

De realização de desatinos distintos a breves observações

No foco lógico do conto que o escato esquirva no tempo

Desexcomunguei-lhe um fato na lata de um corvo

Que o urubu surropia no horror de verdades

O RESTO

O irapuru contesta o veredito de que morreremos na mais pura natureza

Simbolizando florestas nativas , projetadas na envergadura do carvão

Que risca o papel atiçadoo na lenha, nos moveis da realeza

A vida sufoca no pulmão calejado reciclado em seiva

O conceito é produzir uma síntese que humanize a floresta

Como a protagonista da cobiça na sina de corvos sem pátria

O Brasil deriva de uma arvore que humaniza o oxigênio necessário

Para que cultivemos a madeira para nela esculpir a natividade primordial

De parcelas em produtividade , no sustento do Moano

A encruzilhada arcaica das sementes que oxigenam a produção saudável

De salvo um velho pedalgo injustiçado pela chama do ouro

Recalchutado no clima sizônio

A tirania insiste em matar o que sussura pela vida na rasgada manta

Que quarda a seva ativa do bronze

Educado e sempre rasteira ela chegou ao céu generosa

Eu sem prago retruco caristia de mestre

Libélula imóvel...pinceladas de arte

Toneladas de almas que sorteiam o fundo por hectare plantado

No aquecimento global as arvores calaram-se e riram em silêncio

No seqüestro do carbono atmosférico, na vivacidade da estufa em efeito

Que consomen-se arbitrariamente em fotossíntese sintética em glicose por litro

No consumo liberado pela translação calemo-nos para contemplar as florestas

Pelicanos se alegram na falta, façamos chapas de madeira

Que a matéria seca se alimenta

Na glicose em área cientifica, florestas remanescentes

No cotidiano de velhas culturas, com o impacto de novos costumes

Que costuram a consciência auto sustentável, para dispormos a crueldade banal

Na suplica do poema em papel, o pinus mórbido da roleta.

PANDORA AEDO
Enviado por PANDORA AEDO em 10/03/2006
Código do texto: T121376