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RAP**

Não há só pretos ou pardos
na periferia.
Há pobres em abundância
de todas as etnias,
de todas as cores e tons
nas favelas, vielas,
batucando latas, sampleando sons,
criando versos, fazendo rap.
Os pivetes,
os moleques forjam uma língua nova,
da necessidade cria-se nova ginga.

Nos fundos da cidade
a realidade dura
exige nova música que emerge.
Pra quem não tem da escola
só hip hop é literatura,
som-vida de quem quer, sem grana
ouvir o que entende,
falar do que vê,
quer expressar o que sente,
quer botar pra fora o que pulsa.
Por isso só fala cantado
e canta como quem fala
e mistura suingues, fundindo almas,
negras almas urbanas,
de todas as cidades do mundo.

para Oubi Inae Kubulo, de Célio Pires cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 05/06/2005
Reeditado em 11/01/2012
Código do texto: T22273


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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