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AMANHECER DOS AMORES

Cantai, cantai!
O tempo é austero, cantai!
O viver é mudo: esvai-se o tempo
e a vida é um mero acontecer.
Tão duros aos ventos,
temos todos a ilusão do amar.

A solidão é canto sórdido,
o Bem e o Mal.
Somos apenas o espelho triste,
o poema e a maçã,
até o pecado nos roubar de todo.

Sacrílegos aos ventos de ver, ó vida,
seresteiros aturdem o coração pequeno,
passageiros do canto e do vinho.

Unhas de aço nas mãos de antigos arautos,
violões tecem loas, madrigais.

E a emoção é mais do que o cintilar
de despedidas e acenos.

Nada mais nos sabe a vida,
e é sempre claro
o amanhecer dos amores.

– Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre: Alcance, 2005, p. 38.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/49137
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 09/09/2005
Reeditado em 02/07/2011
Código do texto: T49137
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
3585 textos (903154 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/07/20 15:00)
Joaquim Moncks