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ESBOÇO DE MIM

                               
                                ESBOÇO DE MIM


Não tenho, não tenho bem a certeza
De que é feito meu coração,
Se só de fidelidade e nobreza,
Se também de muita traição.

Ainda não me conheço,
Nem sei se alguma vez me conhecerei,
Cada dia que recomeço,
Novo sonho acalentarei.

Não sei, não sei se me mereço,
Talvez nunca o saiba
Porque sou assim, desconheço…
E de mim (às vezes), sinto raiva.

Sou assim e assim quero ser,
Nada vou fazer para mudar.
Serei assim e assim quero ser até morrer.
Não há razões para alterar.

Ainda tenho sonhos de criança,
Que julgo nunca viverei.
Será que noutra “vida” se alcança?
Por mim, desconfiarei.

Não me importo ser recordado
Daquilo que sempre tive e fiz,
Preferia ser lembrado.
Daquilo que nunca tive, mas quis.

Quando começo a pensar,
O passado vem-me à “memória”,
Do que fiz, não consigo recordar,
Do que não fiz, não reza a história.

Não sei se vou morrer pobre ou rico.
Pouco importa… tanto faz…
Sei, sei de certeza, que cá não fico.
De mim, só a lápide: Aqui jaz.
Povo Lusitano
Enviado por Povo Lusitano em 28/09/2007
Código do texto: T671732

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Sobre o autor
Povo Lusitano
Portugal, 62 anos
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Povo Lusitano