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Rua de pedras

Rua de Pedras


Zelosa das horas pouco coloridas
Entre meias tintas e em claro-escuro,
Meus caminhos, hoje, eu ainda procuro
Nas pinceladas pela vida exigidas

Calçadas de pedras são as minhas ruas,
Sob a neve e chuva, medra lama turva
Que sufoca atalhos e esconde a curva
Dos ossos entortados por horas nuas

Onde antes rosas, cravos, quem diria!
Vãos de janelas escuros, sem contornos
Sem vitrines, sem vidraças nem adornos
(Caminhos que inspiram melancolia!)

Do duelo entre o céu e o que me convida,
Linguagem que segreda os meus desejos,
Vislumbro as luzes, onde ainda há solfejos,
Nas pedras mudas que cantam minha vida.

 

Lizete Abrahão
Enviado por Lizete Abrahão em 04/12/2005
Código do texto: T81056


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Sobre a autora
Lizete Abrahão
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Lizete Abrahão