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O OLFATO E SUAS MEMÓRIAS

Estou numa imensa saudade
de teu afeto sempre rico de emoções,
de tua fala amorosa;
de tudo aquilo que agrada a um poeta
que propõe a poesia como vida,
amor pra todo o dia.

Sempre que te lembro,
o poema vem como uma cobra
e se enrosca no pescoço.

Sua lingüinha bifurcada penetra
até nas narinas e percebo
o cheiro do perfume de anteontem,
que parecia não mais morar no olfato.

Só porque agora é tão tarde
e estrelas, com frio,
ressonam na minha memória.

– Do livro BULA DE REMÉDIO, 2006/2009.
http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/152227
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 08/05/2006
Reeditado em 02/06/2009
Código do texto: T152227
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 73 anos
3528 textos (883950 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/04/20 03:22)
Joaquim Moncks