MIRAGEM

quando a noite já descia

e o sol adormecia

soprou-me uma brisa suave

mista de sol e de mar

veio uma fresta ligeira

uma réstia, um dedal

me fazendo abrir os olhos

e ver, ali em minha frente

você: inteiro, intenso... meu alvoroço

sorrindo como nunca, abrigo do meu ego

atrevido, como sempre, a me destinar

sorrisos marotos,

traçados naquele canto da boca

de me fazer sonhar...

quando meus olhos, já cansados

de tanto procurar

e meu sorriso, tolo,

adormecido e pobre, na

falta do teu olhar,

eu vi uma fresta nova no céu

a lamparina encharcada de óleo

um novo clarão em meus olhos

surgiu você....

Lili Maia
Enviado por Lili Maia em 15/07/2005
Código do texto: T34693
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