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CANTO DOS AFETOS

(para Miguel Russowsky e os seus 82 anos)

Dize-me, ó amada indiferente,
quantas vezes tua voz foi triste, silente?

Dize-me, ó olhos tristes,
quantas vezes morre a solidão ardente?

Ó vento, dize ao ouvido por que necessitam
tantas traduções os afetos que me faltam.

Dize a mim, amigo tão amado,
se em alguma vez eu te soube ausente?

Dize-me, ó amor,
(que sabes do sabor dos sonhos)
quantas vezes libertaste o Cristo
dentro de mim.

Dize-me, ó inspiração fugidia,
que te alheias de mim no pobre verso.

E assim, enfim, amada, que és pura alegria,
não fujas também de mim!

Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre: Alcance, 2005, p. 80.
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 04/08/2005
Reeditado em 26/09/2005
Código do texto: T40117
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 74 anos
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Joaquim Moncks