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Não sei o que saber

Eu estou perdida
em um mundo de mudanças
Eu estou sozinha
querendo achar a minha esperança
De que tudo vai melhorar,
de que vai haver uma reviravolta
Mas não encontro, não acho!
(Será que é porque você não está mais ao meu lado?)
Eu necessito de você,
mas não sei mais o que fazer
Porque das chances que te dei
Todas você esnobou
E agora, que desisti
Você ficou com raiva e se calou.
Tá certo, fiz besteiras
Tratei você com bandalheira
Mas você também não deixa a perder
Quando, às vezes, me força a ficar
com ciúmes de você.
E aí quando eu te ignoro
E vou me divertir com um amigo meu
Você só falta me engolir com os olhos
Mas, não, isso não é um adeus
Quem dera eu pudesse te esquecer
Porque desde que você apareceu na minha vida,
Eu só faço te querer e te querer
Mas você é enjoado, sem falar de problemático!
E eu não quero mais problemas,
Já chega disso pra mim!
Mas eu não seise conseguiria
Viver sem estar vivendo por ti
E agora que estamos "brigados"
Eu só finjo que não te vejo
Pois, por baixo dos meus óculos escuros,
Eu, confesso, te desejo.
Sabe qual a minha vontade?
De dizer que você é um babaca
E, com um golpe bem certeiro,
te partir ao meio a cara
mas toda vez que eu penso nisso
(Em estar brigando com você)
No final, toda vez,
Meus olhos encontram os seus
E, da minha boca, já não sai mais o "adeus"
A única coisa que eu consigo fazer
É nada, na verdade,
Eu só ouço o meu coração,
Que bate...bate...bate...
Viu? Já me perdi...
Em pensamentos e emoções...
Me perdi só na vontade...
De ouvir baterem juntos nossos corações...
Ai, e que vontade louca!
Volta pra mim, eu te perdou!
Eu sei que nunca fomos nada
Mas não consigo mais me perder em outro
Eu só me encontro em você,
Eu só me perco em você
Eu sei que te humilho muito
Mas é tudo vontade de te ter
O problema é que há problemas
Que impedem nossa união
Por isso tento, cada vez mais,
Dar a outro o meu coração
Mas você o roubou de mim!
(Me devolveeee!!!)
(Aaaa, não devolve não!)
Você lembra daquela música
Que a gente canta quando criança?
"Nessa rua, nessa rua tem um bosque
Que se chama, que se chama solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração"
Mas você não é um anjo
(Só se for um anjo mau)
Porque você sempre acaba
Me arrasando no final
Eu te procuro, mas eu te perco
Como se procurasse
Uma agulha no palheiro
E eu não consigo mais parar
De escrever esse poema
E sabe porquê? Porque cada palavra dele
É dedicada a esse meu morfema,
Estrutura da formação da minha vida
Que, sem ele, acabaria.
Emanuele Valente
Enviado por Emanuele Valente em 15/09/2007
Código do texto: T654233

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Sobre a autora
Emanuele Valente
Belém - Pará - Brasil
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Emanuele Valente