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AUSÊNCIA

Subi ao alto do mais alto monte,
Do monte mais alto que havia.
Olhei toda à volta o horizonte
Para se ver se te encontrava, se te via.

Não te vi. Voltei no outro dia.
Subi o monte pelo outro lado,
Na esperança que já me corroía,
Com consciência e desejo controlado.

Voltaste a não aparecer.
Que terá acontecido? Desesperei.
Tua ausência me fez sofrer
Tanto tanto, meus olhos não controlei.

Os olhos, os meus, já adivinharam
A ausência que há-de vir,
Deram sinal, lacrimejaram,
Para não mais voltarem a sorrir.

Tua ausência me mata,
Mata-me a tua ausência.

Não mais o perfume dos teus cabelos,
Não mais o prurido da tua mão,
Não mais a magia dos teus dedos,
Não mais, não mais, não mais não.

Tua ausência me mata.
Mata-me a tua ausência.
Povo Lusitano
Enviado por Povo Lusitano em 17/09/2007
Código do texto: T655647

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Sobre o autor
Povo Lusitano
Portugal, 62 anos
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Povo Lusitano