Frágil

Frágil como um bebê

estou em seus braços.

Poesias que você lê

tecendo esses laços.

Só tu podes me ver

como um algoritmo

criado ao amanhecer.

Frágil como o entardecer.

Como se o horizonte fosse

pintado a mão sem querer.

Obra do acaso derivado

das palavras desenhadas

que não vão envelhecer.

A fragilidade de um sonho.

Que por mais lindo que seja

devo despertar ao alvorecer.

Mas por alguns minutos pude

dedilhar o seu rosto aveludado.

Me delíciar nesses seus lábios

mesmo que tudo fosse frágil

e ao acordar não a vejo mais

foi um momento tão mágico.

Renato Rodrigues
Enviado por Renato Rodrigues em 29/03/2020
Código do texto: T6900643
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