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Tua boca sem a minha

Tua boca sem a minha
 
Lizete Abrahão
 
Na solidão cambaleante, memórias nuas...
Persegues do teu tempo tortos traços,
Eternos mapas; são artérias nuas,
Por onde vagas em busca dos meus abraços
 
Vazio de mim, sei onde tu descansas:
Nas curvas de outro rio de estranhas águas...
Da minha pele, quando vêm lembranças,
Vadias horas dominam-te em mágoas.
 
Sou vida em tudo de quanto te rodeias
Tens-me em ti, teu sangue corre em meu leito,
Vinho que se esvai pelas minhas taças.
 
Nos meus meandros, porque tuas veias,
Escorre o gosto do meu corpo eleito
Da tua boca já sem minhas graças
Lizete Abrahão
Enviado por Lizete Abrahão em 04/12/2005
Código do texto: T81014


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Sobre a autora
Lizete Abrahão
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Lizete Abrahão