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PLANTAR AMANHÃS

É preciso botar a mão na massa
e fabricar o pão da união fraterna.
Escrever no muro, nas mentes, nos medos;
meter os dedos na ferida.
Abrir a boca, o verbo, o verso e o inverso;
fazer da vida mais que rimas.
Mais abraço, contato...

Braço a braço, abrir espaço,
fazer o ninho, o berço, o lar para todos.
Do nosso mais distante amigo
ao inimigo próximo, perdão.
Como Cristo amar a unidade,
como um taoista, ver o ying e yang em tudo.
Unir cantos, em cântaros, cantar;
alargar a festa e abrir a cortina.
Botar a massa na praça, na rua
para ver o luar e o sol
e o suor ver escorrer dos rostos na dança.

O gosto da vida é ter emoção,
cruzar com gente, ver gente, olhar gente.
Dar passos em direção à ALEGRIA
abrir portas, janelas, olhares,
bocas e horizontes.
Subir aos montes, edifícios, fincar bandeiras vivas,
gente de paz, de glórias a edificar.
Fazer história, plantar amanhãs
e, em uníssono, cantar a vitória.


cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 12/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T33349


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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