Deixe-me ir...

O último beijo.

Atravéz do tempo.

Segredo guardado.

Talvez para sempre.

Me deixa ir embora.

Estive aqui muito tempo.

Vi as chuvas caindo como

agora.

O pôr do sol das poesias.

Tantas tristezas e alegrias.

Uma multidão de palavras.

tentando tornar o mundo

um pouquinho melhor.

Muita gente assim sozinha

tentando buscar o amor.

Me deixe ir em paz.

Depois de sentir tantas

coisas que não sintia mais.

Estarei livre em algum lugar.

Pensando no que aprendi.

Sou alguém pronto pra amar.

Amanhã não estarei mais aqui...

... simplesmente deixe-me ir.

Faço da Poesia meu último ato.

Talvez de todos o mais sagrado.

As quatro estações da douçura.

A loucura do versar e sua fissura.

A minha e a sua jura pra sempre.

Letras em um papel docente que

me ensinou a ser quem eu sou.

Mas tudo um dia acaba...

...e agora acabou.

Deixe-me ir

na chuva.

Na loucura

de existir em

um verso esboço

do universo poético...

Renato Rodrigues
Enviado por Renato Rodrigues em 23/02/2020
Código do texto: T6872852
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