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LEMBRANDO**

Sou como o índio
arrancado da mata,
um sertanejo sem caatinga,
árvore plantada
no vaso-cidade.

Cresci assim:
de fragmentos passados,
histórias, tradições idas,
Lampião e Conselheiro,
heróis negados a bala.

Atrás do pão-sustento
segui a estrada,
cresci no centro-concreto,
túneis e viadutos,
na máquina de triturar sonhos.

Em solo paulista
sou só saudade
de um tempo que não vingou.
Sou só dúvidas,
dívidas/dores/amores
e filhos no asfaltado
plantados.


Dedicado ao meu falecido tio Lúcio Araújo

cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 12/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T33452


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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2 e-livros (241 leituras)
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