TEMPO

Que vida ingrata! E tão doloroso lamento.

Apenas o eco no vento e o vento na cara.

Sufoco, silêncio. Que agonia!

A vida não pára.

A escuridão não me assusta.

Mas tenho pressa em acordar,

Olha a hora! Não demora.

Que o sol já vai embora,

E estou cansada de esperar.

Que vida ingrata! E tão doloroso lamento.

Apenas o eco no vento e o vento na cara.

Sufoco, silêncio. Que agonia!

A vida não pára.

Passa logo, passa o tempo.

Tic-tac eu não agüento,

Vem bem rápido, vem depressa,

Pois não basta a minha pressa.

É preciso entender essa triste melodia:

Cuidado vá devagar!

Clara dos Anjos
Enviado por Clara dos Anjos em 08/04/2007
Código do texto: T442116
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