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Infinito calvário

Longo és tu, fim de semana,  como jamais te mostraste...
Não mais fugidio e breve.
Pesado fim de semana, como assim tu te tornaste?
E antes foste tão leve...

És cruel, fim de semana – de amável que tu me eras –
Como nunca achei que fosses!
Amargos fins de semana que, em tempos de quimeras,
Se apresentaram tão doces...

Tão negros fins de semana, que outrora se me mostraram
brilhantes de pura luz!...
Hoje, em calvários de tombos, machucam-me o peito, os ombros,
De tão pesada esta cruz!

Já que não trazes a morte
Que, com sua paz redentora, vem como libertadora
Em único e atroz momento...
No inferno que me remetes és mais algoz, pois repetes
Toda semana o tormento


                      Obras publicadas: www.lojasingular.com.br
Luiz Roberto Bodstein
Enviado por Luiz Roberto Bodstein em 14/10/2007
Reeditado em 20/03/2012
Código do texto: T693711
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Luiz Roberto Bodstein
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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Luiz Roberto Bodstein