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até que tudo clarei ou apocalipse de vez

misturar joio e trigo
mudar sentidos
jogar dados no verso
contramão contradição
antídoto e veneno
calmaria é prenuncio de tempestade
não me engano
não há paz sem correr riscos

...
andar sem deixar rastros
nem roubo nem medo
segredo
o dentro e o exposto
carne e osso
tenho gosto difuso
divido tudo
e entro fácil em parafuso

...
não tem acordo
ando sozinho no escuro
tato e entranhas
me estranho as vezes sou insano
desentendo
mas não me vendo
nem veto
ereto sigo no caminho torto

...
pisar em cacos de ponta
sem ferir os pés
murro em ponta da fé cega
deserto
seco em minha sede
reciclo nuvens de abandono
e chovo por dentro
não tenho dono
sou meio vento
mas sempre me dano no meio
não sei qual é o fim
sou assim: nada sei fora tudo que tento.
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 24/02/2007
Reeditado em 24/02/2007
Código do texto: T391522


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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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