Nos beirais de meus caminhos nus, arrasto-me pisando em pedras atiradas contra o vazio do tempo. Elas fazem melodias que reverberam junto ao vale onde cantam os bambuzais que transmitem paz à minh'alma. Ergo uma pequena prece, recebendo a certeza de que fui ouvida, pois o vento alíseo canta comigo, dedilhando meus cabelos, refrescando meu passeio. Cativa da beleza do dia que segue impassível cumpro êsse destino cultivando esperança e luz interior, que amadurecerão sempre como doces frutos colhidos junto às ilusões, estas que impulsionam a continuar até quando puder e me for facultado o direito de estar nessa trilha misteriosa que é a vida, celeiro de sentimentos.

 
16/11/12
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Marilda Lavienrose
Enviado por Marilda Lavienrose em 16/11/2012
Reeditado em 11/09/2014
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