Poeta, um solitário até a hora da morte

Pegar uma folha de papel em branco e nela transcrever os pensamentos que lhe surgem, sobre a beleza e a sensualidade da mulher, é fácil para o poeta. Ele olha para ela com um sentimento de pureza em sua alma, que se reflete em seus olhos e na ponta de sua caneta. Os sonetos e as trovas que louvam um corpo feminino perfeito, e falam com palavras bonitas sobre a sedução que esse corpo exerce, não são por ele montados, mas sim nascem na sua alma, que é como uma terra limpa e adubada com o mais puro amor.

É porque ama de verdade que o poeta chora, sem sentir vergonha das lágrimas que descem pelas suas faces. Não só escreve sobre o amor, mas na verdade expõe com letras bordadas e sinceras os seus sentimentos em relação a ele. Só que quando se vê frente a frente com uma mulher bela ele se torna um homem tímido. Sua boca fica calada e ele não tem coragem de olhar em seus olhos pra dizer ás palavras que ela espera com ansiedade ouvir.

O poeta ama intensamente, mas passa a sua vida somente dando esse seu amor, e quando ela chega ao seu fim ele viveu como um solitário. Não tem coragem nem pode pedir pra também ser amado, porque tem medo de não encontrar esse amor e ficar desiludido ao descobrir que o sentimento sobre o qual escreve só existe nas letras e no seu coração.

CARLOS CUNHA o Poeta sem limites
Enviado por CARLOS CUNHA o Poeta sem limites em 13/12/2007
Código do texto: T777237
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