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Hora e vez

     

      É agora
     Agora é a hora
     É agora ou nunca
     A hora e a vez
     É a vez da voz
     É a voz que clama
     Reclama e proclama
     Voz que não se cala
     Mais cala profundo
     Lá no fundo d'alma
     A alma que pena
     De perder a calma
     E é alma vivente
     Que vê, ouve e sente.
     É voz de trombetas
     Na fúria da guerra
     Nos cantos da terra
     Aqui e acolá
     Síndrome de morte
     Pânico nos homens
     Que extermina nomes
     Com ou sem renome
     Que mata de fome
     Na seca do norte
     Ressecando tudo
     Com fome de fogo
     Um fogo tão forte
     Que quem tem mais sorte
     Se afoga na enchente
     Morre de euforia
     Ou na epidemia
     Que a voz anuncia
     Voz de profecia
     Que se cumpre agora
     É a vez da voz
     É a voz da hora.

     Idalécio Coutinho

IDAL COUTINHO
Enviado por IDAL COUTINHO em 06/01/2020
Código do texto: T6835899
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
IDAL COUTINHO
Lins - São Paulo - Brasil, 66 anos
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IDAL COUTINHO