(IN) QUIETUDE
Ysolda Cabral


O dia caminha meio (in)quieto, 
incomodando o meu estômago.
No caminho tortuoso e incerto,
ele caminha enquanto eu vago.

Vago em meu derredor e meço,
o espaço limitado, mas repleto
de fé, de esperança e me quedo,
sem dar muita trela ao (in)quieto. 

Logo será noite e outro dia virá.
Em meio a isso tudo eu sonho,
e canto:  " O que será, que será..."

Se o que dá no dia é medonho,
imagino em mim o que se dá,
ao  compor um verso tristonho.

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Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.

*Imagem ilustração: @yauanna
Praia de Boa Viagem-PE