AS FESTAS NATALINAS

AS FESTAS NATALINAS

EVILAZIO RIBEIRO

Caro amigos leitores chegam às festas natalinas. Notamos sua aproximação pelos enfeites das casas e ruas, pelas promoções das lojas, pela impaciência das crianças. Causa-nos alegria ver as crianças em crescente euforia pela chegada do natal. Todas estão atentas às novidades que chegarão, seu mundo se enche de fantasia. É claro que os melhores sentimentos do Natal ainda não conseguem resolver todos os nossos problemas, mas eles nos fazem vislumbrar uma realidade muito melhor: o mundo que Deus quer nos dar de presente.

Convida-nos à reflexão o que escreveu o Santo Padre Bento XVI em sua encíclica Spe Salvi de 2007: “O homem, na sucessão dos dias, tem muitas esperanças – menores ou maiores – distintas nos diversos períodos da sua vida. (...) Mas quando estas esperanças se realizam, percebemos com clareza que em realidade, isso não era a totalidade. Torna-se evidente que o homem necessita de uma esperança que vá mais além. Vê-se que só algo de infinito lhe pode bastar. Neste sentido, a época moderna desenvolveu a esperança da instauração de um mundo perfeito que, graças aos conhecimentos da ciência e a uma política cientificamente fundada, parecia tornar-se realizável. (...) Entretanto, com o passar do tempo, fica claro que esta esperança escapa sempre para mais longe. (...) Precisamos das esperanças – menores ou maiores – que, dia após dia, nos mantêm a caminho. Mas sem a grande esperança que deve superar tudo o resto, aquelas não bastam. Esta grande esperança só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir”.

O nosso Natal não pode resumir-se a uma brincadeira, cartões de papel e melhores sentimentos, mas deve afugentar nosso pessimismo de uma vez por todas.

Vemos nas cidades quadros que nos questionam sobre quais são nossas verdadeiras prioridades. Tais como: crianças abandonadas nas ruas, famílias desabrigadas, aumento do consumo de toxico, da prostituição infantil e juvenil, mendicância, proliferação de epidemias por falta de saneamento básico, da falta de segurança publica, educação entre outros. Nestas verdadeiras telas viventes, que normalmente compõe os ambientes urbanos, intuímos a ausência de uma séria opção pelo bem-estar do homem, que sofre a falta de oportunidades e o despreparo para viver na atual sociedade. Situações que se agravam ainda mais pela diminuição drástica das iniciativas caritativas dos últimos anos.

Nossas obras sozinhas não realizarão nossos anseios de humanidade, nem mesmo merecerão este universo, entretanto quando procuramos dar sempre o melhor de nós mesmos, desde o sorriso cotidiano, passando pela honestidade em nossas obrigações diárias, e chegando até as decisões importantes, estamos agindo em sintonia com a vontade de Deus.

Celebremos nosso Natal unido a Ele também pelas obras, para que em sua chegada nos encontre aptos para o mundo que Ele quer nos dar. Feliz Natal. Que Deus abençoe a todos.

PARA PENSAR: “Se desejas ver, ouça; ouvir é um degrau para a visão” São Bernardo.

evilazioribeiro
Enviado por evilazioribeiro em 18/12/2010
Reeditado em 20/12/2010
Código do texto: T2679445
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