O PRIMEIRO DOM QUE RECEBEMOS AO NASCER: A LIBERDADE DE ESCOLHA

Quase tanto quanto a própria vida, a capacidade de escolha é seu maior dom. Esse poder e liberdade estão em profundo contraste com a mentalidade de vitimização e cultura da culpa, tão prevalentes na sociedade atual.

O poder que você tem de dirigir sua própria vida possibilita que reinvente a si mesmo, mude o seu futuro e influencie de um modo intenso o restante da criação. É o dom que possibilita o uso de todos os outros, é o dom que nos permite elevar nossa vida a patamares cada vez mais altos.

A consciência da nossa liberdade e capacidade de escolha é positiva porque pode estimular nossa noção de possibilidde e potencial. Pode também ser ameaçadora, porque repentinamente nos tornamos responsáveis. Podemos receber cobranças. De repente, não existem mais desculpas.

Sem dúvida, existem coisas que nos acontecem e sobre as quais não temos escolha. Uma delas é a nossa constituição genética. No entanto, embora não escolhamos os nossos genes, temos o poder de escolher como reagir a eles.

As pessoas que desenvolvem um poder e uma liberdade interiores cada vez maiores podem também se tornar o que eu chamo de figura de transição – aquela que impede que tendências prejudiciais sejam passadas de geracões anteriores para as seguintes (a dos seus filhos e netos). Você pode ser uma figura de transição na organização onde trabalha (onde vive*).

Eu o desafio a pensar profundamente a respeito desse primeiro dom – a refletir no espaço que existe entre o estímulo e a resposta, e a usá-lo sabiamente para expandir a sua liberdade e permanecer em constante crescimento aprendendo e contribuindo.

Com o tempo, o exercício desse poder ampliará a resposta até que a própria natureza das suas respostas começará a moldar os estímulos. Você cria literalmente o mundo em que vive.

O grande filósofo e psicólogo americano William James sempre ensinou que quando mudamos o nosso modo de pensar, modificamos a nossa vida.

Do Livro O 8º Hábito – Da eficácia à Grandeza – Stephen R. Covey.