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QUANDO A RELAÇÃO AMOROSA FRACASSA (COM MUITO CARINHO PARA TODOS OS ESCRITORES DO RECANTO)

  O sentido de eternidade é inerente à humanidade, pelo menos no que diz respeito aos indivíduos que crêem num Deus que existe desde sempre e para sempre, e nesse sentido há uma expectativa de que essa característica eternal permeie, igualmente , os acontecimentos cotidianos , ocasião em que o homem traz do universal macrocosmo uma ideologia querendo adapta-la ao seu particular microcosmo.  E isto é observado de modo mais especial, mais contundente, quando se trata de uma relação amorosa. Quando iniciamos  um caso amoroso, de modo algum pensamos que existe a possibilidade  de, em algum dia, o relacionamento fracassar. Ninguém se casa pensando no divórcio! Não obstante, está ai o Departamento de Justiça que cuida dos problemas das famílias, mostrando que os casais estão se separando , sim! Alguns de maneira pacífica; outros litigiosamente. E quando isto acontece,
parece que a vida está a nos aplicar um golpe doloroso: ainda que o relacionamento esteja apodrecido, exalando mal cheiro, não raro insistimos em querer “dar um jeito” , em não acreditarmos no fim. Porque estamos impregnados do sentido de eternidade! E de outro modo, convenhamos, não soaria estranho, pessimista, esquizofrênico até num ato de casamento assinarmos um papel relacionado ao enlace e outro relacionado ao possível divórcio? Seria estranhíssimo, mas natural! Natural no sentido de que, afora Deus, nada é eterno! Ali está a amada; seus olhos lindos fixados nos nossos; seu cheiro, sua sexualidade, sua alma... Em que instante pensamos em abandoná-la? Jamais! Em que instante imaginamos que podemos nutrir sentimentos obscuros em relação a ela? Jamais! Não obstante ,acontece um dia de a casa cair, e então percebemos que a relação apodreceu, e dizemos ( talvez entre lágrimas ) adeus! Portanto, se você , querido leitor, querida leitora que agora dedica sua atenção a este artigo, se você está saindo ou saiu de um caso de amor apodrecido, respire fundo, não se angustie, não se precipite, mantenha o equilíbrio: por mais inaceitável que possa parecer – é normal! Não é bom, não agrada, não enleva, não estimula, não otimiza; muito pelo contrário é ruim, desagradável, é a decadência mesma , paralisa, aniquila com a qualidade -  mas é normal!!! Nunca, talvez, em outra ocasião terá sido solicitado de nós o sentido de humildade; sim, humildade diante do irreversível... Não somos, ainda que queiramos, não somos administradores absolutos da vida: temos um relativo controle sobre ela! Em certas horas quem dá as cartas -  é ela! Não quero ser tenebroso mas, diante de um caixão de defunto, um parente amado ali, falecido, quem se sente o super homem , o controlador da vida? Tenhamos ânimo ,pois, se nosso caso de amor fracassou. Um dia precede a outro! Há manhãs de nuvens obscuras, mas também há manhãs cheias de sol! Aceitá-las e vivê-las é estar em estado de profunda humildade.
CAVALAIRE
Enviado por CAVALAIRE em 09/04/2006
Código do texto: T136533
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Sobre o autor
CAVALAIRE
Alagoinhas - Bahia - Brasil, 57 anos
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